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Perfeccionismo: neurologista defende o desconforto de não ser tão bom assim
Se existe no seu coração um desejo de algo que você queira colocar no mundo como projeto, como sonho, como habilidade, não se atrase.
Não fique se demorando muito nessa questão egoica de pensar no que os outros falariam caso você fizesse. O que os outros falariam não importa. O que importa são as pessoas que, de fato, vão se beneficiar daquilo.
E aí entra uma virada de chave para qualquer projeto que você queira começar na sua vida: você precisa aprender a lidar com o desconforto de não ser tão bom assim.
Sempre que a gente está começando um projeto novo — e eu vejo muito isso nas pessoas que têm muita competência, que já tiveram muito sucesso profissional ou sucesso em outras áreas da vida —, normalmente a gente se exige esse mesmo nível de competência e de sucesso no início de um novo projeto.
Veja só: a gente precisa de tempo para se tornar bom em algo.
Se você não se permite o desconforto de não ser tão bom assim no início e fica se exigindo uma perfeição inicial que não existe, que só vai ser conquistada com o tempo e com o treino — e, ainda assim, não vai ser perfeição, vai ser aperfeiçoamento —, acaba tornando muito mais difícil iniciar um novo projeto.
Além disso, você deixa de viver uma das partes mais bonitas desse processo: se permitir ser entusiasmado e encantado com aquilo que está construindo.
Vamos aprender a focar mais nos nossos sonhos e no que a gente pode entregar de habilidade para o mundo do que na nossa vaidade de pensar que precisamos, necessariamente, já começar entregando de forma perfeita.
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