Quantas proteínas por dia uma pessoa precisa consumir? Entenda agora

A quantidade de proteínas por dia que devem ser consumidas é um tema recorrente quando o assunto é alimentação saudável. Esse interesse costuma surgir em momentos de mudança de hábitos, ajustes na dieta ou maior atenção à própria saúde.

Apesar de parecer um conceito simples, o consumo diário de proteína não segue uma regra única. As necessidades variam de acordo com características individuais, como peso corporal, idade, nível de atividade física e contexto de saúde.

Ao longo deste conteúdo, será possível compreender o que significa consumir proteínas diariamente, quais são as recomendações gerais para diferentes perfis e como alcançar esse consumo de forma equilibrada, segura e compatível com uma alimentação saudável, sem exageros ou modismos.

Devemos consumir proteína diariamente

Consumir proteína diariamente significa garantir ao organismo um fornecimento contínuo de um nutriente essencial para a manutenção das suas funções básicas.

A proteína participa de processos fundamentais, como a preservação da massa muscular, a produção de enzimas e hormônios, o funcionamento do sistema imunológico e a renovação de tecidos.

Esse consumo não está relacionado a atingir um valor exato todos os dias nem depende, necessariamente, de estratégias específicas ou suplementação. Na prática, ele ocorre por meio das refeições habituais, a partir de alimentos comuns que fazem parte da alimentação cotidiana.

Mais do que números isolados, o consumo diário de proteína está ligado ao padrão alimentar ao longo do tempo.

Quando a alimentação é variada, equilibrada e bem distribuída ao longo do dia, o organismo tende a receber a quantidade necessária para suas funções, respeitando as diferenças individuais sem a necessidade de abordagens complexas.

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Quantas proteínas por dia são recomendadas?

A recomendação de proteínas por dia não se baseia em um valor único para todas as pessoas.

O critério mais utilizado é a quantidade de proteína em relação ao peso corporal, expressa em gramas por quilo (g/kg). Esse método permite ajustar a ingestão às necessidades individuais de forma mais realista.

Por exemplo, um adulto saudável e sedentário, com cerca de 70 kg, costuma precisar em torno de 0,8 grama de proteína por quilo de peso ao dia.

Nesse caso, o consumo diário ficaria em torno de 56 gramas de proteína, quantidade suficiente para manter as funções básicas do organismo.

Já uma pessoa fisicamente ativa, com o mesmo peso corporal, pode necessitar de uma ingestão maior.

Se esse indivíduo consome entre 1,2 e 1,6 g/kg, o total diário de proteínas pode variar de 84 a 112 gramas, dependendo da intensidade, da frequência e do tipo de atividade física praticada.

A quantidade de proteína muda conforme o objetivo?

A quantidade de proteínas por dia pode variar de acordo com o objetivo individual. Em algumas situações, consumir apenas o valor mínimo recomendado pode não ser suficiente para atender às demandas do organismo.

Para quem busca emagrecer, a proteína desempenha papel importante na preservação da massa muscular e no aumento da saciedade. Um consumo adequado ajuda a reduzir a perda de músculo durante períodos de restrição calórica.

No caso de quem deseja ganhar massa muscular, a necessidade diária tende a ser maior. A proteína é essencial para a recuperação e o crescimento das fibras musculares, sempre em associação com estímulo físico adequado.

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Proteínas por dia para quem não pratica atividade física

Mesmo pessoas que não praticam exercícios precisam se preocupar com o consumo de proteínas por dia. A ausência de treino não elimina a necessidade desse nutriente para a manutenção do corpo.

A ingestão adequada ajuda a preservar a massa muscular, que naturalmente tende a diminuir com o passar dos anos. Além disso, contribui para o bom funcionamento do metabolismo e para a saúde geral.

Consumir pouca proteína ao longo do tempo pode levar à perda de força, maior fadiga e dificuldade de recuperação do organismo, mesmo em pessoas aparentemente saudáveis.

A necessidade de proteína muda com a idade?

A necessidade de proteínas por dia tende a mudar ao longo da vida. Com o avanço da idade, o organismo passa por alterações que afetam a síntese muscular.

A partir dos 40 ou 50 anos, é comum ocorrer uma perda gradual de massa muscular, processo conhecido como sarcopenia. Nessa fase, um consumo adequado de proteína torna-se ainda mais importante.

Em idosos, a ingestão de proteínas por dia pode precisar ser maior do que a recomendada para adultos jovens, sempre respeitando condições clínicas individuais e com orientação profissional.

Quais alimentos ajudam a atingir a quantidade diária de proteína?

A boa notícia é que atingir a quantidade de proteínas por dia não exige, na maioria das vezes, suplementos. Diversos alimentos comuns são boas fontes desse nutriente.

As proteínas de origem animal, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados, possuem alto valor biológico, ou seja, fornecem todos os aminoácidos essenciais ao organismo.

Já as proteínas de origem vegetal, presentes em leguminosas, oleaginosas e grãos, também contribuem para o consumo diário. Quando bem combinadas ao longo do dia, conseguem suprir as necessidades proteicas de muitas pessoas.

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O que acontece quando a ingestão de proteína é insuficiente?

Consumir menos proteínas por dia do que o necessário pode trazer consequências importantes para a saúde. A curto e longo prazo, o corpo começa a mostrar sinais de deficiência.

Entre os efeitos mais comuns estão a perda de massa muscular, sensação de fraqueza, queda de cabelo, unhas frágeis e maior suscetibilidade a infecções. Esses sinais nem sempre são imediatamente associados à alimentação.

Em casos mais prolongados, a deficiência proteica pode comprometer a recuperação de tecidos, a imunidade e a qualidade de vida, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

Existe risco no consumo excessivo de proteínas?

Embora a proteína seja essencial, o consumo excessivo de proteínas por dia sem necessidade também não é indicado. Exageros costumam estar associados a dietas desequilibradas e mal planejadas.

Ingerir proteína em excesso pode levar à redução do consumo de outros nutrientes importantes, como fibras e carboidratos de boa qualidade. Além disso, não traz benefícios adicionais quando não há demanda fisiológica.

Por isso, a recomendação é sempre buscar equilíbrio, respeitando as necessidades individuais e evitando dietas extremas ou modismos alimentares.

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Suplementos são necessários para atingir as proteínas por dia?

Na maioria das situações, uma alimentação equilibrada é suficiente para atingir a quantidade de proteínas por dia recomendada. Suplementos não devem ser a primeira opção.

O uso de suplementos proteicos pode ser considerado em situações específicas, como dificuldade de ingestão alimentar, necessidades aumentadas ou orientação profissional individualizada.

Antes de recorrer a suplementos, é fundamental avaliar a qualidade da dieta como um todo e, se necessário, buscar orientação de um nutricionista ou profissional de saúde qualificado.

Vale lembrar que as recomendações de consumo de proteína utilizadas atualmente têm como base relatórios técnicos elaborados por organizações internacionais de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que, para a maioria dos adultos saudáveis, uma ingestão em torno de 0,8 g/kg/dia é adequada para atender às necessidades fisiológicas.

Como saber se você consome proteína suficiente por dia?

Entender quantas proteínas por dia são necessárias é um passo importante para cuidar da saúde de forma consciente. Não existe um número único que sirva para todas as pessoas, e a individualidade deve sempre ser respeitada.

Observar a alimentação diária, variar as fontes de proteína e prestar atenção aos sinais do corpo são atitudes fundamentais para manter o equilíbrio nutricional.

Quando surgem dúvidas persistentes ou objetivos específicos, o acompanhamento profissional é a melhor forma de garantir que o consumo de proteínas por dia esteja adequado, seguro e alinhado às necessidades do seu organismo.

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Kethlyn Bukner

Graduanda de Biomedicina pela Unicesumar no Paraná, também possui quatro anos de experiência na área de Farmácia, através do curso técnico.

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