Queda de cabelo pode ser falta de ferro? Entenda quando esse sinal merece atenção

Perceber uma quantidade maior de fios no ralo do banho ou na escova costuma gerar preocupação e isso é totalmente compreensível.

A queda de cabelo é um sintoma comum e, na maioria das vezes, tem causas benignas e transitórias. No entanto, em alguns casos, ela pode refletir algo que vai além da saúde dos fios.

Entre os fatores internos que influenciam o crescimento capilar, o ferro merece atenção especial. Esse mineral participa diretamente da formação do sangue, do transporte de oxigênio e do funcionamento adequado dos tecidos, incluindo o couro cabeludo.

Isso não significa que toda queda de cabelo esteja ligada à deficiência de ferro. Existem diversas causas possíveis, e o objetivo deste conteúdo é justamente ajudar você a entender quando o ferro pode estar envolvido (e quando não) antes de pensar em qualquer tipo de suplementação.

Ao longo do texto, você vai compreender melhor essa relação e aprender a tomar decisões mais seguras e conscientes sobre o cuidado com o cabelo.

Ferro e cabelo: qual é a relação entre esse mineral e o crescimento dos fios

Muitas pessoas se perguntam se a deficiência de ferro pode causar queda de cabelo, especialmente quando a perda de fios surge de forma difusa e sem causa aparente.

O ferro desempenha um papel essencial no organismo porque faz parte da hemoglobina, proteína responsável por transportar oxigênio no sangue. Esse oxigênio é fundamental para que as células produzam energia e mantenham suas funções normais.

Os folículos pilosos (estruturas responsáveis pelo crescimento dos fios) estão entre os tecidos mais ativos do corpo. Eles precisam de um bom suprimento de oxigênio e nutrientes para sustentar a fase de crescimento do cabelo.

Quando há deficiência de ferro, a oxigenação dos tecidos pode ser prejudicada. Como o organismo prioriza órgãos vitais, estruturas consideradas “não essenciais”, como o cabelo, tendem a sofrer primeiro. Isso pode levar ao enfraquecimento dos fios e ao aumento da queda.

Além disso, níveis baixos de ferritina (proteína que indica os estoques de ferro no corpo) estão frequentemente associados à interrupção da fase de crescimento capilar, favorecendo uma queda difusa.

Deficiência de ferro causa queda de cabelo, afinal?

De forma direta: sim, a deficiência de ferro pode causar queda de cabelo, mas isso não acontece em todas as pessoas nem em todos os tipos de queda.

Entender se a deficiência de ferro pode causar queda de cabelo ajuda a evitar suplementações desnecessárias e direciona melhor a investigação da causa do problema.

Quando os estoques de ferro estão baixos, especialmente refletidos por níveis reduzidos de ferritina, o organismo pode ter dificuldade em manter a fase de crescimento dos fios.

Como resultado, o cabelo entra mais rapidamente na fase de queda, levando a um quadro conhecido como eflúvio telógeno, caracterizado por queda difusa e aumento perceptível da perda de fios.

É importante destacar que essa relação é mais evidente quando existe uma deficiência real de ferro. Pessoas com níveis adequados dificilmente terão queda capilar causada por esse fator isoladamente.

Portanto, embora a deficiência de ferro seja uma causa reconhecida de queda de cabelo, ela não é a única nem a mais frequente em todos os casos. A confirmação depende de avaliação clínica e exames laboratoriais.

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Toda queda de cabelo melhora com ferro?

Não. Essa é uma informação fundamental para evitar frustrações e riscos desnecessários. A suplementação de ferro só tende a ajudar quando a queda de cabelo está relacionada, de fato, à deficiência desse mineral.

Existem muitas outras causas comuns de queda capilar, como alterações hormonais, predisposição genética, estresse físico ou emocional, inflamações do couro cabeludo e até mudanças bruscas na alimentação.

Nesses casos, o uso de ferro não resolve o problema e pode, inclusive, trazer efeitos colaterais. Por isso, tratar a queda de cabelo sem identificar a causa pode atrasar o diagnóstico correto e comprometer a saúde.

Em alguns casos, a dúvida sobre se a deficiência de ferro pode causar queda de cabelo só é esclarecida após a avaliação dos níveis de ferritina no organismo.

Ferro para queda de cabelo: o que realmente importa na escolha

Quando alguém procura um ferro para ajudar na queda de cabelo, geralmente está em busca de uma solução rápida, algo que resolva o problema de forma quase imediata. Essa expectativa é compreensível, mas nem sempre corresponde à realidade.

Na prática, não existe um único ferro ideal para todas as pessoas. O que realmente faz diferença é aquele que faz sentido para o seu organismo naquele momento.

Ele precisa atender a uma deficiência real, ser bem absorvido e, principalmente, não causar desconfortos que levem à interrupção do uso.

Cada pessoa responde de forma diferente ao ferro. Níveis de deficiência, funcionamento do intestino, alimentação e até experiências prévias com suplementos influenciam diretamente nos resultados e na tolerância.

Também vale lembrar que o ferro da alimentação e o ferro dos suplementos cumprem papéis distintos. A dieta ajuda a manter os estoques ao longo do tempo, enquanto a suplementação costuma ser indicada quando há uma necessidade específica, identificada por exames.

Existem diferentes formas de ferro nos suplementos, cada uma com características próprias. Conhecer essas diferenças ajuda a ajustar expectativas e a entender que não existe um “ferro milagroso”, mas sim escolhas mais adequadas para cada situação.

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Tipos de ferro mais utilizados e o que muda entre eles

Os suplementos de ferro não são todos iguais. Eles podem conter diferentes formas do mineral, e isso influencia diretamente a absorção, a tolerabilidade e a experiência de quem usa.

Abaixo estão os tipos de ferro mais utilizados em suplementos, explicados de forma simples:

  • Sulfato ferroso: é uma das formas mais tradicionais e amplamente utilizadas. Tem boa absorção, mas está entre as que mais causam efeitos gastrointestinais, como náuseas, constipação e desconforto abdominal, especialmente em pessoas sensíveis.
  • Fumarato ferroso: semelhante ao sulfato em termos de eficácia, costuma fornecer uma quantidade maior de ferro elementar por dose. Ainda assim, pode provocar efeitos colaterais em algumas pessoas.
  • Gluconato ferroso: geralmente apresenta melhor tolerabilidade gastrointestinal, embora contenha menor concentração de ferro por dose. Pode ser uma alternativa para quem não se adapta às formas mais concentradas.
  • Ferro bisglicinato (ou quelato): forma em que o ferro está ligado a aminoácidos, o que tende a melhorar a absorção e reduzir irritação no trato digestivo. É frequentemente melhor tolerado, mas nem sempre necessário para todos os casos.
  • Ferro polimaltosado: possui absorção mais lenta e controlada, com menor risco de efeitos colaterais gastrointestinais. Costuma ser utilizado quando há histórico de intolerância às formas tradicionais.

De modo geral, as diferenças entre os tipos de ferro envolvem:

  • Absorção: algumas formas são melhor aproveitadas pelo organismo;
  • Tolerabilidade: certos tipos tendem a causar menos náusea, constipação ou dor abdominal;
  • Resposta individual: o que funciona bem para uma pessoa pode não funcionar da mesma forma para outra.

Essas variações explicam por que algumas pessoas relatam efeitos colaterais enquanto outras não percebem nenhum desconforto.

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Quanto tempo o ferro leva para refletir no cabelo

Mesmo quando a deficiência de ferro é corrigida, os efeitos no cabelo não são imediatos. Isso acontece por causa do ciclo natural de crescimento dos fios.

O cabelo passa por fases de crescimento, transição e queda. Quando o ferro é reposto, o primeiro sinal positivo costuma ser a redução da queda excessiva. O surgimento de novos fios, porém, leva mais tempo.

Em geral, são necessários alguns meses de tratamento adequado para notar mudanças mais consistentes. A constância e o acompanhamento fazem toda a diferença nesse processo.

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Riscos e cuidados ao usar ferro para queda de cabelo

Apesar de ser um nutriente essencial, o ferro não deve ser usado sem critério. Entre os possíveis efeitos colaterais estão desconforto gastrointestinal, constipação, náuseas e dor abdominal.

O excesso de ferro no organismo também é prejudicial e pode causar danos a órgãos como fígado e coração. Além disso, o ferro pode interagir com outros nutrientes e medicamentos, alterando sua absorção.

Mais ferro não significa melhores resultados. A segurança está em usar a quantidade adequada para a necessidade identificada.

Quando é importante investigar antes de suplementar

Antes de iniciar qualquer suplementação, o ideal é investigar a causa da queda de cabelo. Exames laboratoriais ajudam a avaliar os níveis de ferro no organismo, especialmente a ferritina.

A ferritina permite identificar se há deficiência leve, moderada ou se os estoques estão adequados. Em situações sem deficiência, o uso de ferro não é indicado sem orientação profissional.

Essa avaliação evita tratamentos desnecessários e direciona melhor o cuidado com a saúde capilar.

Quando há queda capilar persistente, considerar se a deficiência de ferro pode causar queda de cabelo é um passo importante dentro de uma análise mais ampla da saúde.

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Como apoiar a saúde do cabelo além do ferro

O crescimento saudável do cabelo depende de um conjunto de fatores. Outros nutrientes, como proteínas, zinco, vitaminas do complexo B e vitamina D, também desempenham papéis importantes.

Além da alimentação equilibrada, hábitos como dormir bem, manejar o estresse e cuidar do couro cabeludo influenciam diretamente a saúde dos fios.

Focar apenas em um nutriente pode limitar os resultados. Uma abordagem integrada costuma ser mais eficaz e sustentável.

Ferro pode ajudar, mas não é uma solução isolada

A deficiência de ferro pode, sim, causar queda de cabelo em algumas pessoas. Nesses casos, a correção adequada tende a contribuir para a recuperação dos fios.

No entanto, o melhor ferro não é aquele mais divulgado, e sim o indicado para uma necessidade real, após avaliação adequada. Entender a causa da queda é sempre o passo mais importante.

Saber que a deficiência de ferro pode causar queda de cabelo em determinadas situações reforça a importância de não tratar o sintoma isoladamente.

Cuidar da saúde capilar envolve informação de qualidade, escolhas seguras e uma visão individualizada e não promessas rápidas ou soluções únicas.

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Farm. Elizandra Civalsci Costa

Editora-chefe do SaúdeLAB. Farmacêutica (CRF MT nº 3490), formada pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Farmácia Hospitalar e Oncologia pelo Hospital Erasto Gaertner.

Atua na supervisão editorial e na produção de conteúdos jornalísticos e informativos sobre saúde, ciência e bem-estar, seguindo critérios de apuração, revisão e responsabilidade editorial.

Possui formação em revisão de conteúdo para web pela Rock Content University e capacitação em fact-checking pelo Poynter Institute.

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