Book Appointment Now

Por que cortar esses alimentos pode custar caro ao seu corpo
Os alimentos construtores são fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo, mas muita gente ainda não entende exatamente qual é o papel deles e por que devem estar presentes no prato todos os dias.
Percebo que esse é um tema que gera dúvidas tanto em quem quer cuidar melhor da saúde quanto em quem busca mais disposição, força e qualidade de vida.
De forma simples, os alimentos construtores são aqueles responsáveis por formar, manter e reparar os tecidos do corpo.
Eles participam da construção dos músculos, dos ossos, da pele, do cabelo, das unhas e também do sistema de defesa do organismo. Por isso, não são importantes apenas para quem pratica atividade física, mas para qualquer pessoa, em qualquer fase da vida.
O que são, na prática, os alimentos construtores
Quando falamos em alimentos construtores, estamos nos referindo principalmente aos alimentos ricos em proteínas.
Elas funcionam como verdadeiros “tijolos” do corpo humano, ajudando tanto na construção de novas estruturas quanto no reparo daquelas que sofrem desgaste ao longo do dia.
Nosso corpo passa por um processo constante de renovação.
Células envelhecem, músculos são usados, tecidos sofrem pequenas lesões e precisam ser recuperados.
Quando a ingestão de alimentos construtores não é adequada, esse processo fica comprometido, o que pode se refletir em cansaço frequente, perda de massa muscular, baixa imunidade e recuperação mais lenta após doenças ou lesões.
Por que os alimentos construtores são tão importantes no dia a dia
É comum associar os alimentos construtores apenas ao ganho de massa muscular, mas sua função vai muito além disso. Eles são essenciais para:
- o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes;
- a manutenção da massa muscular em adultos e idosos;
- a recuperação após exercícios físicos;
- a cicatrização de feridas;
- a produção de hormônios e enzimas;
- o fortalecimento do sistema imunológico.
Quando esses alimentos faltam, o corpo tende a usar suas próprias reservas (especialmente os músculos) para suprir essa necessidade, o que não é saudável a longo prazo.
Principais exemplos de alimentos construtores
Os alimentos construtores estão presentes tanto em fontes de origem animal quanto vegetal, o que é importante para quem não consome carne ou busca variar mais a alimentação.
Entre os alimentos construtores de origem animal, destacam-se:
- carnes (bovina, frango, peixe);
- ovos;
- leite e derivados, como iogurte e queijo.
Esses alimentos oferecem proteínas de fácil aproveitamento pelo organismo.
Já os alimentos construtores de origem vegetal incluem:
- feijão, lentilha e grão-de-bico;
- soja e seus derivados;
- ervilha;
- castanhas, amendoim e sementes;
- quinoa.
Apesar da crença comum de que apenas alimentos de origem animal exercem essa função, as opções vegetais também contribuem de forma eficaz quando bem distribuídas ao longo do dia.
Alimentos construtores e os outros grupos alimentares
Uma alimentação equilibrada não é feita apenas de alimentos construtores.
Eles atuam em conjunto com outros grupos importantes, como os alimentos energéticos, responsáveis por fornecer o combustível necessário para o corpo funcionar no dia a dia.
Além deles, os alimentos reguladores, ricos em vitaminas e minerais, ajudam a manter o organismo em equilíbrio.
Quando um desses grupos falta ou está em excesso, o corpo sente.
Por isso, os alimentos construtores devem estar presentes na rotina, sempre dentro de um contexto de variedade e equilíbrio alimentar.
Leia também: 10 alimentos industrializados saudáveis que você pode incluir sem medo
Quem precisa de atenção especial ao consumo de alimentos construtores
Algumas fases da vida exigem um cuidado maior com a ingestão de alimentos construtores, como:
- crianças e adolescentes, que estão em fase de crescimento;
- gestantes, devido à formação do bebê;
- idosos, para ajudar a preservar a massa muscular;
- pessoas fisicamente ativas;
- quem está se recuperando de cirurgias ou doenças.
Nessas situações, a presença adequada desses alimentos contribui diretamente para mais força, autonomia e qualidade de vida.
Erros comuns ao falar sobre alimentos construtores
No consultório, observo alguns equívocos recorrentes. Um deles é a ideia de que apenas quem faz musculação precisa desse tipo de alimento.
Outro erro comum é acreditar que quanto mais proteína, melhor, ou que apenas a carne cumpre esse papel na alimentação.
Também é comum ignorar as opções vegetais ou exagerar no consumo sem orientação.
O excesso de proteínas pode trazer prejuízos, especialmente para pessoas que já têm algum problema de saúde, reforçando a importância do equilíbrio e do acompanhamento profissional.
Equilíbrio é a palavra-chave
Os alimentos construtores são essenciais, mas não funcionam sozinhos.
O ideal é que façam parte de refeições equilibradas, distribuídas ao longo do dia e ajustadas às necessidades individuais.
Cada pessoa tem uma demanda diferente, que varia conforme idade, rotina, nível de atividade física e estado de saúde.
Por isso, a orientação de um nutricionista é sempre a melhor forma de garantir que os alimentos construtores estejam presentes na quantidade certa, trazendo benefícios reais e duradouros.
Cuidar da alimentação é investir na estrutura do próprio corpo, e os alimentos construtores são parte fundamental desse cuidado diário.
Leia também: Refrigerante comum e zero: qual o impacto real no ganho de músculos?



