Barriga de aluguel virou meio de vida na Colômbia; entenda

A prática não tem regulamentação no país

A barriga de aluguel é uma prática muito comum na Colômbia, um dos motivos para isso é que mulheres jovens recorrem a este procedimento para sobreviver. Anúncios em redes sociais de aluguel de útero são comuns no país e veja com SaúdeLab como isso virou um negócio.

Barriga de aluguel virou negócio na Colômbia

Muitas pessoas desejam ser pais, porém, para ter um filho, se vê diante de alguns empecilhos que impedem de gerar um bebê. Aliás, muitos casos envolvem mulheres que não podem gerar pelo seu próprio útero além de casais de homens homossexuais que desejam ter filhos com seus próprios genes, assim como vários outros casos.

Contudo, por conta disso, a barriga de aluguel se tornou uma opção, pois funciona como uma cessão temporária de útero. No entanto, esse processo que antes era como um processo voluntário passou a ter um caráter comercial.

De acordo com a Resolução CFM 2.168/2017, que determina as regras da barriga de aluguel no Brasil, saiba que o procedimento não pode ter por meio lucrativo e comercial. No entanto, em outros países da América do Sul a legislação funciona de outra maneira, como na Colômbia, onde as mulheres alugam o seu ventre.

Geralmente, no país grande parte das mulheres usam plataformas de anúncios online para ser barriga de aluguel. O principal motivo para oferecer o útero para gestação é financeiro.

Para a BBC, a colombiana Mery de 22 anos falou para o portal que passou a cogitar em alugar o ventre para não passar dificuldade financeira.

As mulheres costumam cobrar entre R$ 60 mil e outras R$ 20 mil, ela não sabia quanto deveria cobrar, pois, havia anúncios que variavam entre R$ 40 mil e R$ 200 mil. Até que ela decidiu cobrar entre R$ 50 mil a R$ 60 mil. Para ela, o dinheiro ajudou a criar os seus filhos, pois agora ela mora sozinha.

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Falta de regulamentação

Este mercado passou a ser muito estudo e pesquisado pela jornalista colombiana Lucía Franco e ela descobriu que é fácil encontrar pessoas alugando e buscando uma barriga de aluguel. A princípio, ela constatou que funciona muito abertamente no país.

Visto que há vários anúncios em redes sociais. “São mulheres muito pobres, que alugam seus úteros porque essa é a única maneira para elas se sustentarem. E por valores bem baixos”, diz Lúcia.

Apesar disso, a barriga de aluguel é uma prática legalizada na Colômbia, mas não é regulamentada. Existem duas opções de barriga de aluguel, onde a mulher não precisa ter relação genética com o embrião. Ou pode doar o próprio embrião por meio da inseminação artificial.

Na Colômbia, a mãe de aluguel ao dar à luz o seu nome deve constar na certidão de nascimento. Entretanto, acaba sendo muito comum que clínicas e médicos recebam dinheiro para registar no nome dos pais que pagaram pelo procedimento.

A BBC questionou as lacunas na lei, e o Ministério da Saúde e da Proteção Social do país admitiu que ocorre um vazio legal e que o governo está trabalhando para haver um controle das barrigas de aluguel.

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