Cólica renal: o que fazer na primeira hora e quando ir ao hospital

A cólica renal costuma surgir de forma súbita e com uma dor muito intensa, geralmente em um dos lados das costas. Essa dor pode se espalhar para a barriga e descer para a virilha, acompanhando o trajeto do cálculo pelo trato urinário.

Quem já passou por uma crise costuma descrevê-la como uma das piores dores que já sentiu.

Saber o que fazer na primeira hora da cólica renal é fundamental para aliviar o sofrimento e, principalmente, para reconhecer quando é necessário procurar atendimento médico.

Na maioria das vezes, a cólica renal acontece quando uma pedra no rim se desloca, dificultando ou bloqueando a passagem da urina.

Esse bloqueio provoca aumento da pressão dentro do rim, o que gera uma dor intensa, típica e geralmente em ondas, que pode variar de intensidade ao longo do tempo.

O que fazer na primeira hora da cólica renal

Ao sentir os primeiros sinais de cólica renal, manter a calma é difícil, mas faz diferença.

A dor costuma vir em crises, com momentos de piora e alívio parcial.

A primeira orientação é observar como a dor evolui.

Se ela permitir permanecer em casa e não vier acompanhada de febre, vômitos persistentes ou dificuldade para urinar, algumas medidas simples podem ajudar no início da crise.

Hidratação: ajuda, mas com cuidado

A hidratação é um ponto importante durante a cólica renal, mas precisa ser feita com bom senso.

Beber água pode ajudar a aumentar o volume de urina e facilitar a eliminação da pedra, principalmente quando o cálculo é pequeno.

No entanto, a hidratação não alivia a dor imediatamente.

Além disso, se a dor estiver muito intensa ou vier acompanhada de náuseas e vômitos, não é indicado forçar grandes quantidades de líquido. Nesses casos, o ideal é tomar pequenos goles de água, apenas para evitar a desidratação.

Não existe benefício em beber litros de água de uma vez durante a crise. O excesso pode, inclusive, aumentar a pressão dentro do rim e piorar o desconforto.

Uso de analgésicos durante a cólica renal

Muitas pessoas recorrem a analgésicos assim que a cólica renal começa. Medicamentos simples, que a pessoa já costuma usar e que não tenham contraindicação, podem ajudar a aliviar a dor inicial.

Por outro lado, o uso exagerado de anti-inflamatórios ou de medicamentos mais fortes sem orientação médica pode trazer riscos, especialmente para os rins.

Pessoas com pressão alta, doença renal, problemas gástricos ou que já usam outros remédios devem ter ainda mais cuidado.

Se a dor não melhora após o uso do analgésico habitual ou retorna rapidamente, esse é um sinal de que a avaliação médica pode ser necessária.

Em ambiente hospitalar, a dor costuma ser tratada com medicamentos mais potentes, muitas vezes administrados pela veia, o que proporciona alívio mais eficaz.

O que evitar durante uma crise de cólica renal

Algumas atitudes comuns acabam atrapalhando mais do que ajudando durante a cólica renal:

  • Não usar antibióticos por conta própria, já que a maioria das cólicas não está associada a infecção;
  • Não consumir bebidas alcoólicas na tentativa de “relaxar” a dor;
  • Não ignorar uma dor intensa ou persistente achando que vai passar sozinha.

A cólica renal não deve ser normalizada, especialmente quando se repete.

Sinais de alerta: quando ir ao hospital

Existem situações em que a cólica renal exige atendimento médico imediato. Procure um hospital se houver:

  • Dor muito forte que não melhora com analgésicos comuns;
  • Febre, calafrios ou sensação de mal-estar geral;
  • Náuseas e vômitos persistentes;
  • Dificuldade para urinar ou diminuição importante do volume de urina;
  • Presença de sangue visível e persistente na urina.

Esses sinais podem indicar infecção associada à obstrução urinária ou uma obstrução mais importante, situações que precisam de avaliação e tratamento adequados.

No hospital, exames de imagem ajudam a confirmar o diagnóstico de cólica renal, identificar o tamanho e a localização da pedra e definir a melhor conduta.

Após a crise de cólica renal

Mesmo quando a dor melhora, é importante investigar a causa da cólica renal.

Muitas pessoas eliminam a pedra e não procuram acompanhamento médico, o que aumenta o risco de novas crises no futuro.

A primeira crise costuma ser um alerta de que o organismo tem tendência a formar cálculos.

A avaliação com o urologista permite identificar o tipo e o tamanho do cálculo, além de orientar mudanças na alimentação, na hidratação diária e, quando necessário, indicar tratamentos específicos para reduzir o risco de recorrência.

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Dr. Pedro Bastos, urologista em Juiz de Fora (MG)
Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da American Urological Association (AUA)
CRM-MG 48089 | RQE 31390

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Dr. Pedro Bastos
Dr. Pedro Bastos

Dr. Pedro Bastos é urologista em Juiz de Fora e membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da American Urological Association (AUA). CRM-MG 48089 | RQE 31390.

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