Transtorno da Compulsão Alimentar: o Que É? Como Tratar?

compulsão alimentar

Saiba o que é compulsão alimentar e como tratá-la!

Quando você começa a sentir uma fome exagerada e vontade de comer o tempo todo, você pode estar começando a desenvolver uma compulsão alimentar. Distúrbio ou doença, depende do ponto de vista, o problema afeta milhares de pessoas todos os dias e pode levar a consequências graves ou letais.

Normalmente compulsão alimentar e ansiedade andam juntas e as causas do problema estão mais relacionadas a outros tipos de distúrbios psicológicos. É muito comum, por exemplo, em crianças que passam por algum tipo de estresse, como bullying ou separação dos pais. Também pode acontecer com adolescentes ou adultos.

As causas da compulsão alimentar podem ser muitas, inclusive podem ser por problemas com a própria imagem corporal. Pessoas com sobrepeso e que tem muita dificuldade de emagrecer podem se frustrar com dietas e desenvolver algum tipo de compulsão com os alimentos.

E as compulsões alimentares não estão apenas relacionadas com a vontade de comer mais. Elas podem ainda se manifestar em forma de bulimia ou anorexia. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), as Perturbações da Alimentação e da Ingestão agrupam pelo menos oito categorias diferentes.

Causas da compulsão alimentar

Como dissemos, as causas são variadas e dependem também do tipo de compulsão que a pessoa desenvolve. Um estudo recente mostrou que nos homens o distúrbio está diretamente relacionado com estresse, obesidade e depressão.

A maior parte dos indivíduos que desenvolve algum tipo de transtorno da compulsão alimentar sofre algum tipo de estresse. Nas crianças, por exemplo, pode ser por uma série de eventos traumáticos, até mesmo a dificuldade escolar e a frustração diante da evolução dos colegas.

Em adolescentes e adultos ela pode ser desencadeada por uma série de outros fatores, como dietas mal executadas e problemas com a autoimagem corporal. Contudo, as causas mais comuns são:

Emocional

Quem nunca comeu um doce quando estava triste? Esse tipo de comportamento, quando repetido em demasia, pode levar à compulsão alimentar. Comer para compensar qualquer tipo de sentimento faz com que você passe a fazer isso sempre, como se fosse um hábito e uma forma de preencher lacunas nos seus sentimentos.

A baixa autoestima, a dificuldade de lidar com os outros e confrontar os próprios problemas podem ser fatores que façam com que você só tenha prazer através da comida. Por isso, comer muito e o tempo todo são sinais de alerta, principalmente para adolescentes e crianças, que tentem a ganhar e perder peso muito rapidamente.

O emocional também leva a problemas como bulimia e anorexia. Assim como muitas pessoas comem muito para saciar a fome das emoções, outras deixam de comer para se sentirem melhores consigo mesmas.

A anorexia faz com você tenha uma imagem corporal pessoal distorcida. Isso leva você a ter um desgosto com o próprio corpo e querer modificá-lo por meio da alimentação. Com isso, muitas pessoas jejuam por longas horas e até dias.

Estresse

O estresse é uma situação pontual que produz uma quantidade considerável de hormônios prejudiciais no organismo. Muitas coisas causam estresse, incluindo os cenários descritos acima. Contudo, o estresse do dia a dia, aquele que é mais comum, também pode desencadear uma compulsão alimentar.

Aliás, o problema pode levar a outros quadros, como burnout, quando o seu corpo começa a manifestar fisicamente sintomas de decorrência emocional, ou seja, um acúmulo de estresse. Horas parado no trânsito, chefes abusivos, colegas de trabalho difíceis, uma briga com seu parceiro ou sua parceira e até mesmo aquela virada inesperada de eventos. Tudo isso causa estresse!

Relaxar ao longo de um dia agitado, praticar exercícios e se alimentar de forma saudável reduz o estresse no seu organismo de forma radical. São várias as formas de prevenção, inclusive, que você pode adotar. Tente meditar enquanto está no trânsito, evite conflitos e procure formas de descarregar o que lhe faz mal de maneira produtiva.

Depressão

depressão causa compulsão alimentar

A depressão é mais um fator de risco das doenças de ordem alimentar. Estar insatisfeito com alguma coisa ou infeliz pode desencadear uma depressão e isso leva a outros problemas de saúde. Normalmente esse é o caso das pessoas que já sofrem de obesidade ou que não aceitam a sua imagem corporal.

Outra questão que leva a depressão a causar transtornos deste gênero é que você acaba por não sair de casa, muito menos do sofá. O indivíduo em depressão não costuma ter ânimo para praticar exercícios ou para se cuidar. Com isso, é normal que a pessoa ganhe peso e comece a comer fora de hora.

Ficar muitas horas em casa e passar o tempo todo beliscando o que tiver na geladeira faz com que você desenvolva algum tipo de compulsão. Se você apenas comer sem parar, vai engordar. Porém, se tiver culpa e começar a vomitar após os excessos, vai acabar por ter bulimia.

Quando a origem da compulsão é uma depressão, o médico poderá tratar o quadro depressivo primeiro e isso já trará melhora no hábito excessivo.

Sintomas do transtorno da compulsão alimentar periódica

A compulsão que faz com que você coma demais ou deixe de comer tem sintomas muito comuns e fáceis de reconhecer. Boa parte destes sintomas está ligada aos hábitos diários, ou seja, pode se fazer notar na forma como a pessoa se comporta.

Crianças que desenvolvem o problema e começam a comer demais para preencher lacunas emocionais tendem a guardar alimentos no quarto. Essa atitude ocorre porque a criança tem medo de ficar sem ter o que comer quando tiver fome, porém ela sente fome o tempo todo.

A falta de saciedade é outro sintoma que está presente em todas as faixas etárias. Quando isso acontece, há uma tendência que faz com que a pessoa esteja sempre com fome. Assim, inicia-se o costume de repetir os pratos, comer sobremesa desnecessariamente e petiscar entre refeições.

Esse tipo de sintoma começa de forma gradual e vai aumentando ao longo do tempo até atingir uma proporção maior. Com esse comportamento, a pessoa começa a ganhar peso, que também é considerado um sintoma.

O aumento do número das roupas, a dificuldade de emagrecer e a fome contínua podem ser facilmente reconhecidos, especialmente nas crianças e adolescentes. É importante ficar de olho, pois os sintomas podem ir e vir, dependendo do estágio do distúrbio e até mesmo da questão emocional.

Há pessoas, por exemplo, que comem demais e usam os alimentos como refúgio apenas quando se sente mais fragilizadas. Assim como quem não se sente satisfeito com o próprio corpo pode deixar de comer somente em determinadas ocasiões. As oscilações de autoestima e humor fazem parte das causas, não dos sintomas, porém também precisam de ser observados.

Sintomas em crianças

sintoma de compulsão alimentar em crianças

Crianças podem desenvolver o hábito de comer até vomitar. Esse tipo de comportamento não é normal e deve levantar suspeitas imediatamente. Se o seu filho ou sua filha apresentar tal conduta, procure ajuda junto de um psicólogo ou psiquiatra.

Mas tenha em atenção com enjoo e vômito nos pequenos, pois eles podem significar uma série de outros problemas, inclusive gastrointestinais. O ato de comer até vomitar é bastante específico.

Preste atenção, ainda, em outros fatores que podem ser bastante suspeitos. Um deles é o fato de a criança ou o adolescente comer escondido. Perceba também se seus filhos perdem o controle ao comerem, se pedem mais comida do que realmente conseguem comer.

Nada disso costuma ser voluntário ou consciente. É normal que esse tipo de comportamento esteja aliado a sentimentos de culpa ou de tristeza. Há uma necessidade emocional a ser suprida pela comida. Esses comportamentos aparentemente imperceptíveis podem ser o início de um transtorno de compulsão alimentar já na infância.

Tipos de compulsão alimentar

Nem todo mundo sabe, mas existem diversos tipos de compulsão alimentar. O transtorno alimentar periódico, acima mencionado, é um desses, por exemplo. Há, ainda, hipergrafia, vigorexia e, é claro, dois dois mais famosos, os quais serão abordados a seguir neste artigo, que são a bulimia e a anorexia.

Conhecer as tipologias dos distúrbios alimentares é de extrema importância não só para quem sofre. Quem vive ao redor dos pacientes, sejam amigos ou familiares, precisam saber as origens, o que causa, quais sintomas e quais possíveis tratamentos para esses problemas.

Ao conhecermos os tipos específicos de compulsão, podemos auxiliar com muito mais eficiência essas pessoas. Por isso veja abaixo o que é a bulimia e a anorexia, duas das compulsões mais famosas e ao mesmo tempo menos debatidas em sociedade.

Bulimia

comportamentos alimentares compulsivos

A bulimia caracteriza-se como um dos mais graves distúrbios alimentares. Essa forma de compulsão induz o paciente a episódios de grande ingestão alimentar, seguidos de episódios compensatórios. Essa compensação se dá de várias formas, podendo envolver vômito, jejuns prolongados, práticas exaustivas de atividade física e até mesmo uso de laxantes, na tentativa de evitar o ganho de peso.

Quem é bulímico sofre de extrema angústia. Esses pacientes sentem-se vulneráveis diante da comida, além de sentirem vergonha por comerem e por realizarem suas práticas compensatórias. Nesses casos, o quadro de depressão é evidente, embora seja difícil o diagnóstico.

Como fazer o diagnóstico de bulimia?

Realizar o diagnóstico de bulimia não é nada fácil. Como normalmente não há grandes alterações de peso em que sofre desse transtorno, os familiares e amigos próximos costumam não notar. Além disso, os pacientes bulímicos costumam realizar suas refeições em momentos e em ambientes em que possam estar sozinhos.

Nesse sentido, é importante que os pais prestem atenção aos comportamentos de seus filhos, principalmente os adolescentes. De acordo com pesquisas, esse tipo de distúrbio costuma surgir justamente na adolescência, principalmente entre indivíduos do sexo feminino. Isso ocorre, entre outros motivos, pela tentativa de a pessoa se enquadrar em padrões sociais de beleza.

Como normalmente quem sofre desse problema não reconhece que tem o distúrbio, cabe a quem está próximo percebê-lo. Por isso tentar notar comportamentos compulsivos e angustiantes em relação à alimentação é papel fundamental da família, de modo que se leve a pessoa com bulimia a buscar ajuda médica e psicológica.

Consequências da bulimia

Inicialmente, as consequências do ritual praticado por um bulímico são estritamente psicológicas e emocionais. O surgimento de depressão profunda é o primeiro problema a se desenvolver. Ele está intimamente relacionado à culpa, à vergonha e à impotência que o paciente sente diante da sua compulsão alimentar.

Isso gera em muitos casos um afastamento social. As adolescentes que sofrem desse problema, em sua maioria, costumam esconder-se da sociedade. Há um afastamento não só dos amigos e dos ambientes comuns a esses indivíduos, mas também da família. É comum que essas pessoas passem a se alimentar em seus quartos ou em horários em que os familiares não estejam lá para julgá-los.

As consequências da bulimia podem se tornar também físicas com o passar do tempo. As práticas compensatórias começam a afetar os corpos dos pacientes de forma bastante negativa. Ainda que muitas vezes o peso corporal se mantenha o mesmo, por dentro o organismo está danificado.

Os vômitos podem lesionar as paredes do estômago e do esôfago, devido a sua acidez. Essa acidez do suco gástrico ainda enfraquece os dentes, principalmente se esses episódios forem constantes. Há desequilíbrio dos nutrientes e dos sais minerais.

O desequilíbrio nutricional causa futuramente perda da capacidade do corpo de absorver nutrientes. A flora e a fauna intestinal também são prejudicadas, causando episódios de úlcera e de gastrite, além de outros problemas graves ao sistema digestivo.

Por fim, a prática exaustiva de exercícios físicos aliada ao hábito de vomitar causa, ainda, enfraquecimento. Esse enfraquecimento é responsável por causar desmaios nos pacientes, o que acaba sendo uma das fontes de diagnóstico da família.

Como tratar a bulimia

O tratamento da bulimia envolve não só o paciente, mas também sua família, especialistas médicos e um terapeuta. Há a possibilidade de ingestão de medicamentos, no entanto são psicoterapias, terapias de grupo e terapias familiares que costumam auxiliar na resolução do problema.

Em muitos casos, o paciente bulímico passa por uma importante mudança em seu padrão alimentar. Isso não funciona, contudo, se não houver uma reeducação emocional. Esse tipo de transtorno na alimentação costuma estar relacionado a questões das emoções, que quase sempre não são perceptíveis pela família e pelos amigos.

Portanto é muito importante que todo o processo de tratamento e de recuperação após o diagnóstico da bulimia seja acompanhado por terapeutas. Somente com ajuda psicológica é possível amenizar o problema.

Quando falamos em amenizar, queremos dizer que é uma ilusão acreditar que esses episódios bulímicos não voltam a acontecer. De acordo com pesquisas realizadas com pacientes diagnosticados com bulimia, foi possível comprovar que as taxas de reincidência são bastante altas.

Anorexia

anorexia

Junto da bulimia, a anorexia é um dos piores transtornos de compulsão alimentar. Apesar de muitas pessoas confundirem esses problemas, são diferentes no processo. Enquanto na bulimia é normal não perceber uma diferença de peso em relação a uma pessoa saudável, na anorexia a primeira coisa que se percebe é a ausência de peso.

Pessoas anoréxicas passam por um regime alimentar extremamente rígido, baseado em baixa ingestão de calorias. Elas agem dessa forma porque acreditam que estão sempre acima do peso. É um problema de dificuldade de autopercepção, que tem raízes em problemas psicológicos, fisiológicos e também sociais.

Anoréxicos costumam apresentar um peso muito menor do que deveriam para sua idade, para sua estatura e para sua estrutura corporal. Casos graves da doença trazem pacientes com mais de 15% abaixo do peso ideal, o que é um problema gravíssimo de saúde.

Como fazer diagnóstio da anorexia?

O diagnóstico é baseado em fatores muito mais simples do que se formos comparar com a bulimia. A perda de peso deve ser acentuada em relação ao peso ideal. Isso deve estar aliado a um comportamento alimentar de alto corte calórico ou na ingestão de remédios para emagrecer. Anoréxicos costumam, inclusive, contar as calorias de cada refeição consumida ou medir seu nível de gordura corporal.

Em termos emocionais e comportamentais, há uma angústia e um medo avassaladores por parte dessas pessoas de engordarem, de comerem demais e de ficarem obesas. É por isso que há casos de anorexia nervosa que evoluem para quadros graves de bulimia.

Essa patalogia costuma aparecer antes dos 25 anos. Assim como a bulimia, ela é muito mais comum em mulheres do que em homens, e surge por volta da adolescência.

Consequências da anorexia

A anorexia nervosa afeta o corpo do paciente de muitas formas. A perda de peso e a aparência magérrima é apenas a primeira e mais evidente das consequências dessa patologia. É prudente falarmos, no entanto, que, do mesmo modo que ocorre com a bulimia, a anorexia traz ao paciente graves problemas em termos nutricionais.

Pelo fato de uma pessoa anoréxica comer pouco e ingerir quase nada dos nutrientes que precisa, ela desenvolve grandes chances de ter outras doenças. Uma delas é a osteoporose, que surge pela falta de cálcio no organismo. Esse problema enfraquece os ossos, fazendo que a pessoa tenha dificuldades para caminhar e passe a sofrer de quedas involuntárias.

As dietas anoréxicas afetam também a menstruação. Visto que os batimentos cardíacos são reduzidos, a pressão arterial também muda. Isso pode levar eventualmente a uma insuficiência cardíaca grave. De acordo com estudos, uma em cada dez mulheres com anorexia morrem de parada cardíaca ou de inanição, por se recusarem a comer.

Como tratar a anorexia

Assim como a bulimia, não é fácil tratar a anorexia. Ela é gravíssima, pois tem suas origens em questões psicológicas. As recaídas são muito recorrentes durante o processo de tratamento, sendo necessário em casos mais graves a internação hospitalar.

Apesar da dificuldade em tratar essa patologia, é necessário que haja um suporte constante daqueles que estão em torno do paciente. Realizar terapias de grupo e individuais são essenciais ao longo de todo o percurso.

É muito complicado e vergonhoso para quem sofre desse problema reconhecer isso. Portanto, o primeiro passo é auxiliar o paciente a perceber que tem uma doença e que precisa de ajuda. A anorexia possui um alto índice de mortalidade, principalmente entre crianças, adolescentes e jovens. Por isso não pode ser tratada com leviandade.

Manter um acompanhamento nutricional, com suplementação alimentar, inicialmente, é muito importante. É preciso retomar o ganho de peso, reeducando a sua alimentação, para que torne a ter um organismo forte e saudável.

Como acabar com a compulsão alimentar?

controle das compulsões alimentares

Quando o assunto é compulsão alimentar, como tratar é o questionamento mais comum que as pessoas se fazem. Como você já viu, no entanto, não é fácil chegar a essa resposta. Primeiro porque existem variados tipos de compulsão alimentar. Há aqueles que levam uma pessoa a ganhar muito peso, levando à obesidade, enquanto há os que levam a pessoa a ficar magra e desnutrida.

Portanto, se você quer saber como vencer a compulsão alimentar, o primeiro passo é realizar o diagnóstico. Essa é uma das partes mais difíceis, pois exige muito do paciente e de seus familiares, e costuma levar bastante tempo para ocorrer.

Após o diagnóstico, é preciso aprender a como controlar a compulsão alimentar. Esse é o grande segredo para solucionar todos os distúrbios. A jornada, no entanto, não é fácil. O caminho é demorado, contudo não deve ser solitário. É preciso ter ajuda dos amigos e principalmente da família.

Esses problemas normalmente estão relacionados a questões sociais, como necessidade de ser aceito por grupos. Essas questões afetam o psicológico, o que, eventualmente, gera as compulsões. Descontar na comida e arrepender-se disso é normal, mas quando se torna um comportamento altamente compulsivo, é preciso tratar logo para evitar danos maiores.

 

 

 

Fontes: Ministério da Saúde, Lusíadas, Pfizer

Fontes bibliográficas:

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