Neurologista: acha que tem TDAH? Entenda por que o contexto importa

Se você acha que tem TDAH, existe uma coisa que eu gostaria que você soubesse antes mesmo da consulta com o neurologista.

Muitos pacientes chegam ao consultório buscando uma resposta simples: “Eu tenho ou não tenho TDAH?”.

Mas a verdade é que a atenção humana é muito mais complexa do que isso.

Sono insuficiente, estresse prolongado, sedentarismo, uso excessivo de telas, hidratação inadequada e consumo insuficiente de determinados nutrientes são fatores que interferem em como e quanto conseguimos sustentar a nossa atenção.

O que eu quero dizer com isso?

Que, tendo ou não o diagnóstico de TDAH, esses fatores vão interferir na sua capacidade de manter a atenção e de executar as atividades do dia a dia.

Por isso, estabelecer o diagnóstico é apenas uma parte da consulta.

Também é fundamental entender em que contexto esse diagnóstico está acontecendo. E, quando ele não existe, identificar se há uma queixa relacionada à atenção que precisa ser investigada.

Só assim conseguimos compreender melhor o que está por trás da dificuldade de atenção e definir a melhor estratégia para cada pessoa.

Leia também: Agitação mental não é ansiedade: por que essa diferença importa no TDAH

Diagnóstico de TDAH.

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Dra. Marília Graner
Dra. Marília Graner

Neurologista, com especialização em neurociência comportamental e cognitiva, atua com foco na compreensão dos processos cerebrais relacionados a pensamentos, emoções e comportamentos.

Desenvolve conteúdo voltado à tradução da ciência do cérebro para o cotidiano, abordando temas como saúde mental, hábitos e organização da rotina, com ênfase em aplicações práticas baseadas em evidências.

CRM 164058 | RQE 68446

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