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Você fuma? 4 problemas digestivos que têm relação com o cigarro
Quando se fala nos problemas causados pelo cigarro, quase ninguém pensa no intestino. A lembrança costuma ficar nos pulmões, no coração e no câncer.
Mas o aparelho digestivo também pode sentir os efeitos do tabagismo. Em algumas doenças, o cigarro pode tornar a evolução mais difícil.
Essa é uma relação que ainda surpreende muita gente. E vale conhecê-la, principalmente porque alguns desses problemas podem permanecer silenciosos por bastante tempo.
Doença de Crohn
A doença de Crohn provoca uma inflamação persistente no aparelho digestivo e pode atingir diferentes regiões, principalmente o intestino delgado e o intestino grosso.
O cigarro não é a única causa da doença, mas está associado a uma evolução menos favorável. Quem fuma pode ter maior risco de a doença permanecer ativa, voltar depois de uma cirurgia e exigir novos procedimentos.
Dor abdominal, diarreia persistente, perda de peso e sangue nas fezes são alguns dos sinais que merecem investigação.
Úlcera péptica
A úlcera péptica atinge principalmente o estômago e o duodeno. Entre suas principais causas estão a infecção pela bactéria H. pylori e o uso prolongado de alguns anti-inflamatórios.
O cigarro também pode atrapalhar esse processo. Fumar dificulta a cicatrização da úlcera e aumenta a possibilidade de ela voltar.
É um exemplo de como o tabagismo nem sempre precisa ser a causa de uma doença para piorar sua evolução.
Pólipos colorretais
Os pólipos colorretais são alterações que podem aparecer na parede interna do intestino grosso e do reto. Muitas vezes, não provocam sintoma algum e são descobertos durante exames.
Alguns tipos podem se transformar em câncer ao longo dos anos. Por isso, quando encontrados durante uma colonoscopia, geralmente são retirados e encaminhados para análise.
O cigarro está entre os fatores associados ao desenvolvimento de determinados pólipos. Parar de fumar, portanto, também é uma medida que contribui para cuidar da saúde intestinal.
Câncer colorretal
Talvez seja essa a relação que mais mereça atenção.
O tabagismo está associado a um maior risco de câncer colorretal. Isso não significa que todo fumante terá a doença, já que o câncer resulta da combinação de diferentes fatores.
Mas é um risco que pode ser evitado. E alguns sinais não devem ser ignorados: sangue nas fezes, mudança persistente do hábito intestinal, anemia sem causa aparente, perda de peso involuntária ou dor abdominal recorrente.
O cigarro também afeta o aparelho digestivo
Fumar está longe de ser apenas um problema para os pulmões. Seus efeitos alcançam diferentes partes do organismo e podem influenciar o aparecimento e a evolução de doenças digestivas.
Por isso, parar de fumar continua sendo uma das melhores decisões para proteger a saúde.
E se o corpo apresentar um sinal persistente, não vale a pena esperar para ver se passa. No caso do intestino, descobrir o problema cedo pode fazer toda a diferença.
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