Dengue: posso tomar dipirona? Saiba quais remédios são seguros (e quais evitar)

Febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e muito cansaço. Quando os sintomas da dengue aparecem, muita gente corre para o armário de remédios em busca de alívio. Mas nem todo medicamento considerado comum é seguro durante a doença.

Por isso, uma dúvida costuma surgir logo nos primeiros dias: quem está com dengue pode tomar dipirona?

Sim. A dipirona é uma das opções utilizadas para aliviar a febre e as dores causadas pela dengue. O que deve ser evitado são medicamentos como AAS, ibuprofeno, diclofenaco e outros anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramentos.

Quem está com dengue pode tomar dipirona
Entenda a seguir quais cuidados são recomendados durante a doença.

Por que alguns remédios podem ser perigosos durante a dengue?

A dengue é uma infecção viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Embora muitas pessoas se recuperem sem complicações graves, a doença pode provocar alterações que aumentam o risco de sangramentos e exigem acompanhamento cuidadoso.

Por esse motivo, alguns medicamentos precisam ser evitados.

Certos remédios podem interferir na coagulação do sangue ou aumentar o risco de hemorragias, especialmente nos casos mais graves.

É por isso que o tratamento da dengue costuma priorizar o controle da febre, o alívio da dor, a hidratação adequada e a observação dos sinais de alerta.

Quando a dipirona pode ser usada na dengue?

A dipirona é considerada uma opção para aliviar a febre e as dores causadas pela dengue.

No entanto, isso não significa que qualquer medicamento possa ser usado durante a infecção. O principal cuidado é evitar remédios que aumentam o risco de sangramentos, especialmente alguns anti-inflamatórios bastante populares.

Por isso, em caso de suspeita ou confirmação de dengue, vale sempre conferir com um profissional de saúde quais medicamentos são adequados para o seu caso.

Dipirona ou paracetamol: qual escolher?

Tanto a dipirona quanto o paracetamol podem ser utilizados para aliviar a febre e as dores causadas pela dengue.

A escolha depende de fatores individuais, como idade, histórico de saúde e uso de outros medicamentos. O mais importante é respeitar as doses recomendadas e evitar a automedicação.

Já medicamentos como AAS, ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno devem ser evitados, pois podem aumentar o risco de complicações.

Criança com dengue pode tomar dipirona?

Pode, desde que a dose seja adequada ao peso e à idade da criança.

Tanto a dipirona quanto o paracetamol são opções utilizadas para controlar a febre e o desconforto em crianças com dengue.

O ideal é seguir a orientação do pediatra ou do serviço de saúde responsável pelo atendimento.

O que não deve ser feito

  • Utilizar medicamentos por conta própria;
  • Oferecer remédios que contenham AAS;
  • Dar anti-inflamatórios sem orientação profissional;
  • Alternar medicamentos sem acompanhamento adequado.

Quais remédios devem ser evitados na dengue?

Alguns medicamentos são contraindicados porque podem aumentar o risco de sangramentos ou dificultar o manejo da doença.

Entre eles estão:

  • AAS (ácido acetilsalicílico ou aspirina);
  • Ibuprofeno;
  • Diclofenaco;
  • Naproxeno;
  • Outros anti-inflamatórios não esteroides.

Se você faz uso contínuo de anticoagulantes ou outros medicamentos prescritos, não interrompa o tratamento por conta própria. Procure orientação profissional para receber recomendações individualizadas.

O que ajuda na recuperação da dengue?

Embora não exista um medicamento capaz de curar a dengue, algumas medidas ajudam o organismo a enfrentar melhor a infecção.

Mantenha uma boa hidratação

A hidratação é uma das medidas mais importantes durante a dengue.

Água, soro de reidratação oral, água de coco e outros líquidos ajudam a prevenir a desidratação, uma das principais preocupações da doença.

Respeite o repouso

O organismo precisa de energia para combater a infecção. Descansar adequadamente ajuda na recuperação.

Evite esforços físicos

Atividades intensas podem aumentar o mal-estar e dificultar a recuperação, especialmente nos primeiros dias da doença.

Quem está com dengue pode tomar dipirona
Quem está com dengue pode tomar dipirona? / Canva

Fique atento aos sinais de alerta

Procure atendimento médico imediatamente se surgirem:

  • Dor abdominal intensa;
  • Vômitos persistentes;
  • Sangramentos pelo nariz, gengivas ou em outros locais;
  • Tontura importante;
  • Sonolência excessiva;
  • Sensação de desmaio;
  • Dificuldade para respirar.

Esses sintomas podem indicar agravamento da doença e exigem avaliação urgente.

Como prevenir a dengue?

A melhor forma de evitar a dengue continua sendo a prevenção.

Algumas medidas simples fazem diferença:

  • Eliminar recipientes que acumulam água parada;
  • Manter caixas-d’água fechadas;
  • Limpar calhas regularmente;
  • Verificar vasos de plantas, pneus e outros recipientes que possam acumular água;
  • Utilizar repelente quando indicado;
  • Instalar telas em portas e janelas quando possível.

Também é importante acompanhar as orientações das autoridades de saúde sobre vacinação contra a dengue, que podem variar de acordo com a faixa etária, a região e as recomendações vigentes.

O que você precisa lembrar

A dengue exige atenção, mas algumas medidas simples ajudam a tornar a recuperação mais segura: manter uma boa hidratação, respeitar o repouso e evitar medicamentos contraindicados.

Se houver suspeita da doença, a dipirona e o paracetamol estão entre as opções utilizadas para aliviar febre e dor. Já anti-inflamatórios como AAS, ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno devem ser evitados.

Em caso de piora dos sintomas ou surgimento de sinais de alerta, procure atendimento imediatamente.

Este conteúdo foi elaborado e revisado com base em orientações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

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Farm. Elizandra Civalsci Costa

Editora-chefe do SaúdeLAB. Farmacêutica (CRF MT nº 3490), formada pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Farmácia Hospitalar e Oncologia pelo Hospital Erasto Gaertner.

Atua na supervisão editorial e na produção de conteúdos jornalísticos e informativos sobre saúde, ciência e bem-estar, seguindo critérios de apuração, revisão e responsabilidade editorial.

Possui formação em revisão de conteúdo para web pela Rock Content University e capacitação em fact-checking pelo Poynter Institute.

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