Vacinas gratuitas pelo SUS: você está com todas em dia ou esqueceu alguma?

Quando se fala em vacinação, muita gente pensa apenas nas doses aplicadas nos primeiros anos de vida. Mas a verdade é que as vacinas gratuitas pelo SUS acompanham o brasileiro durante toda a vida, da infância à terceira idade.

O que nem todo mundo sabe é que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece proteção contra dezenas de doenças sem custo para a população.

Algumas delas fazem parte da rotina infantil, enquanto outras são destinadas a adolescentes, adultos, gestantes, idosos ou grupos com necessidades específicas.

Conhecer essas opções é importante porque muitas pessoas deixam de se vacinar simplesmente por acreditar que já tomaram tudo o que era necessário quando eram crianças.

Vale lembrar que o calendário vacinal pode passar por atualizações ao longo do tempo.

Por isso, a orientação da Unidade Básica de Saúde (UBS) continua sendo a melhor forma de confirmar quais vacinas são recomendadas para cada pessoa.

Quais vacinas gratuitas pelo SUS são oferecidas para crianças?

A infância concentra a maior parte das vacinas do calendário nacional.

Elas ajudam a prevenir doenças que já causaram milhares de internações e mortes no Brasil.

Entre as principais estão:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Pentavalente;
  • Poliomielite;
  • Pneumocócica;
  • Rotavírus;
  • Meningocócica;
  • Febre amarela;
  • Tríplice viral;
  • Tetraviral.

Dependendo da faixa etária e das orientações vigentes do Ministério da Saúde, outras vacinas também podem fazer parte da rotina infantil.

Esses imunizantes são aplicados em diferentes etapas do desenvolvimento e ajudam a construir a proteção desde os primeiros meses de vida.

A partir de 2026, o SUS também iniciou a substituição gradual da vacina pneumocócica 10-valente pela pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) no calendário infantil.

A nova versão amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites.

A mudança deve beneficiar milhões de crianças brasileiras ao oferecer uma cobertura mais abrangente contra essas infecções.

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Adolescentes também precisam se vacinar

Muita gente acredita que a vacinação termina na infância, mas isso não é verdade.

Durante a adolescência, algumas doses de reforço continuam sendo importantes. Além disso, existem vacinas que passam a ser recomendadas nessa fase da vida.

Entre elas estão:

  • HPV;
  • Meningocócica ACWY;
  • vacina contra a dengue para faixas etárias contempladas pelas recomendações do SUS;
  • reforços contra difteria e tétano;
  • atualização da caderneta vacinal quando necessário.

Manter as vacinas em dia nessa fase ajuda a evitar a reintrodução de doenças que já estavam controladas no país.

Quais vacinas gratuitas pelo SUS os adultos costumam esquecer?

É justamente na vida adulta que muitas pessoas deixam de acompanhar a própria situação vacinal.

Em muitos casos, o cartão de vacinação fica esquecido por anos.

Entre as vacinas que podem fazer parte da rotina dos adultos estão:

  • Hepatite B;
  • Febre amarela, quando indicada;
  • Tríplice viral, para quem não completou o esquema vacinal;
  • dT (difteria e tétano);
  • vacinas indicadas em situações específicas de saúde ou risco.

Por isso, vale a pena revisar periodicamente a caderneta e procurar orientação na UBS.

Vacinas gratuitas pelo SUS
Vacinas gratuitas pelo SUS / Canva

Gestantes têm proteção especial

Durante a gravidez, a vacinação ganha ainda mais importância.

Além de proteger a mulher, algumas vacinas ajudam a transmitir anticorpos ao bebê nos primeiros meses de vida.

Entre as principais recomendações estão:

  • dTpa;
  • Hepatite B, quando necessária;
  • Influenza;
  • vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), conforme as orientações vigentes do SUS.

A orientação deve sempre ser feita pela equipe de saúde que acompanha o pré-natal.

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Idosos também contam com vacinas gratuitas pelo SUS

Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por mudanças naturais e algumas doenças podem causar complicações mais graves.

Por isso, a vacinação continua sendo importante após os 60 anos.

Entre as vacinas frequentemente recomendadas para essa faixa etária estão:

  • Influenza;
  • reforços contra tétano e difteria;
  • outras vacinas indicadas conforme o histórico vacinal e as orientações da equipe de saúde.

A atualização da caderneta ajuda a reduzir o risco de hospitalizações por doenças evitáveis.

O que fazer quando se perde a caderneta de vacinação?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

Na maioria dos casos, não é necessário reiniciar todo o esquema vacinal.

Se a caderneta foi perdida, o ideal é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em algumas situações, os registros podem estar disponíveis nos sistemas de saúde ou em unidades onde as vacinas foram aplicadas.

Quando não há comprovação das doses anteriores, a equipe de saúde pode avaliar cada caso e orientar a atualização da vacinação conforme as recomendações vigentes.

Perder a caderneta não significa perder a proteção nem precisar tomar novamente todas as vacinas.

As vacinas continuam sendo uma das principais formas de prevenção

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo.

Graças a ele, milhões de pessoas têm acesso gratuito à proteção contra doenças que já provocaram surtos, sequelas e mortes.

Por isso, manter a vacinação em dia não é um cuidado importante apenas para as crianças.

Em diferentes momentos da vida, adolescentes, adultos, gestantes e idosos também podem precisar de proteção.

Se faz tempo que você não consulta sua caderneta, vale a pena verificar sua situação vacinal na UBS mais próxima.

Muitas vezes, uma dose esquecida pode fazer diferença para a sua saúde.

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Enf. Raquel Souza de Faria

Raquel Souza de Faria é enfermeira (COREN-MG 212.681), especialista em Docência do Ensino Superior, com atuação como consultora em Núcleo de Segurança do Paciente e experiência na gestão de serviços de Atenção Básica e Saúde da Família.

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