Book Appointment Now

Própolis pode ajudar contra o vírus que causa catapora e cobreiro?
O vírus que causa a catapora pode permanecer escondido no organismo por décadas e reaparecer mais tarde como herpes-zóster, o popular cobreiro.
Agora, uma pesquisa chamou a atenção dos cientistas ao mostrar que a própolis verde brasileira conseguiu dificultar a multiplicação desse vírus em testes de laboratório, inclusive em uma versão resistente a medicamentos.
A descoberta reforça o interesse científico por substâncias naturais que possam inspirar futuras estratégias de combate a infecções virais.
O mesmo vírus pode causar catapora e cobreiro
A catapora costuma ocorrer na infância e, após a recuperação, muitas pessoas acreditam que o vírus foi eliminado do organismo.
Na realidade, o vírus varicela-zóster permanece adormecido nos gânglios nervosos por toda a vida.
Anos ou até décadas depois, especialmente em situações relacionadas ao envelhecimento ou à redução da imunidade, ele pode voltar a se manifestar, provocando o herpes-zóster.
A doença costuma causar lesões na pele acompanhadas de dor, ardência e sensibilidade intensa.
Em algumas pessoas, o desconforto pode persistir por meses após o desaparecimento das lesões, comprometendo significativamente a qualidade de vida.
O que os cientistas descobriram sobre própolis e herpes-zóster
Em testes de laboratório, a própolis verde brasileira dificultou a multiplicação do vírus varicela-zóster em células e tecidos humanos, incluindo amostras de pele e de tecido nervoso.
O efeito foi observado até mesmo em uma versão do vírus resistente ao aciclovir, um dos principais medicamentos usados atualmente contra a infecção.
Enquanto o antiviral não conseguiu controlar essa cepa, a própolis continuou apresentando atividade antiviral.
Segundo os autores, isso sugere que a própolis combate o vírus de uma forma diferente dos medicamentos usados atualmente.
As análises também indicaram que a própolis interfere em etapas importantes que o vírus precisa cumprir para se multiplicar dentro das células.
Veja também: Própolis verde: conheça os benefícios, para que serve e como usar corretamente
Isso significa que a própolis pode tratar herpes-zóster?
Ainda não.
Os pesquisadores não testaram a própolis em pacientes com herpes-zóster. Todos os experimentos foram realizados em células e tecidos mantidos em laboratório.
Por isso, ainda não existem evidências suficientes para afirmar que a substância possa prevenir ou tratar catapora ou herpes-zóster em seres humanos.
Estudos clínicos serão necessários para confirmar sua eficácia e segurança.
Especialistas também alertam que produtos naturais não devem substituir medicamentos prescritos nem o acompanhamento médico.
Quando procurar atendimento
O herpes-zóster merece atenção principalmente quando surgem sintomas como:
- dor ou ardência localizada;
- sensibilidade excessiva na pele;
- formigamento;
- vermelhidão;
- bolhas agrupadas em uma região do corpo.
Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores tendem a ser as chances de reduzir complicações e controlar os sintomas.
Por que os cientistas consideram esse resultado importante?
Os resultados não significam que um novo tratamento esteja disponível agora.
Mesmo assim, a descoberta é considerada relevante porque a resistência aos antivirais existentes representa um desafio crescente em alguns pacientes.
Encontrar substâncias capazes de agir de forma diferente dos medicamentos atuais é uma das estratégias mais promissoras para o desenvolvimento de futuras terapias antivirais.
Os resultados foram publicados na revista científica Zoonoses. Agora, serão necessários novos estudos para determinar se os efeitos observados em laboratório podem se traduzir em benefícios reais para pacientes.
Leitura Recomendada: O que é própolis? Descubra seus segredos e benefícios



