O que muita gente faz nos dias frios pode afetar a vitamina D

Mesmo em um país ensolarado como o Brasil, muita gente passa boa parte do dia em locais fechados e quase não percebe o quanto isso pode afetar os níveis de vitamina D.

Inclusive, em dias mais frios, algumas pessoas acabam saindo menos de casa e tendo menos contato com o sol.

Quando surge a preocupação com vitamina D baixa, muita gente pensa logo em suplementos. Mas um novo estudo trouxe uma reflexão interessante. Hábitos simples do dia a dia também podem fazer diferença.

Pesquisadores observaram que pessoas que praticavam corrida ao ar livre durante os meses mais frios apresentavam níveis melhores dessa vitamina, mesmo sem suplementação.

Já os suplementos ajudaram alguns marcadores ligados ao sistema imunológico. Por outro lado, não melhoraram o desempenho físico.

A descoberta reforça uma questão que muita gente subestima. A falta de exposição à luz natural também pode ter impacto na saúde.

Embora o estudo tenha sido realizado na Europa, a baixa exposição solar também pode afetar pessoas que passam muitas horas por dia em ambientes fechados, algo comum na rotina de parte da população brasileira.

Falta de vitamina D pode aumentar em períodos mais frios?

A vitamina D é produzida principalmente quando a pele entra em contato com a luz solar.

O problema é que, em dias mais frios, muita gente acaba ficando mais tempo dentro de casa, evitando sair ou até preferindo ficar debaixo das cobertas sempre que possível. Com isso, a exposição ao sol costuma diminuir.

Além disso, a radiação solar que ajuda o organismo a produzir vitamina D também pode variar dependendo da região.

A falta dessa vitamina costuma chamar atenção porque a substância participa de funções importantes do organismo, como:

  • manutenção da saúde óssea;
  • funcionamento adequado dos músculos;
  • equilíbrio do sistema imunológico.

Quando os níveis ficam baixos, algumas pessoas podem apresentar cansaço, dores musculares, fraqueza ou maior sensação de indisposição. Mas nem sempre os sinais são claros.

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O que o estudo percebeu nos praticantes de corrida

Os pesquisadores acompanharam corredores amadores e pessoas sedentárias durante os meses mais frios do ano. Parte dos participantes tomou suplemento de vitamina D por algumas semanas; outra parte, não.

No fim do acompanhamento, os corredores que não haviam suplementado apresentavam níveis dessa vitamina muito parecidos com os das pessoas sedentárias que tomaram suplemento.

A explicação mais provável é a maior exposição à luz solar durante os treinos ao ar livre.

Outro ponto que chamou atenção é que os participantes não eram atletas profissionais nem faziam treinos extremos. Eram pessoas comuns, com uma rotina regular de corrida.

Suplemento ajuda em tudo? Nem sempre

A pesquisa mostrou que os suplementos tiveram efeito positivo em células de defesa do organismo, indicando apoio ao funcionamento do sistema imunológico.

Mas isso não significa que a vitamina D impeça doenças ou elimine o risco de infecções.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores não encontraram melhora em indicadores ligados ao desempenho físico, como:

  • força muscular;
  • potência das pernas;
  • capacidade cardiorrespiratória.

Ou seja, tomar vitamina D não aumentou performance esportiva.

Esse ponto é importante porque muitas propagandas nas redes sociais associam suplementos a mais energia, mais rendimento e melhora física rápida, algo que nem sempre é sustentado pelas evidências científicas.

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O que isso muda na vida real?

O estudo ajuda a lembrar que hábitos simples, como caminhar, correr ou passar mais tempo ao ar livre, também podem ajudar na manutenção da vitamina D.

Isso não significa abandonar suplementos quando eles são indicados por profissionais. Em alguns casos, a suplementação continua sendo necessária.

Se houver sintomas persistentes, suspeita de deficiência ou dúvidas sobre vitamina D, o ideal é buscar orientação médica antes de iniciar qualquer suplementação por conta própria.

O estudo foi publicado na revista científica Scientific Reports.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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