Vacina em spray: USP avalia versão para aplicação nasal contra Covid-19

A vacina em spray contra a Covid-19 está sendo testada pela USP

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Vacina em spray nasal
Vacina em spray nasal. Foto: Envato Elements.

A Universidade do Estado de São Paulo (USP), vem realizando testes de uma vacina em spray contra a Covid-19, desde o ultimo mês de junho. O método de imunização, que já era utilizado em camundongos contra hepatite B, teve o foco redirecionado para tentar frear a disseminação do SarS-Cov-2 – vírus causador da doença.

No entanto, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, conseguiu desenvolver uma nanopartícula a partir de uma substância natural. E injetou dentro dela uma proteína do vírus, na expectativa do corpo humano reagir e começar  a produzir anticorpos para o vírus.

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A vacina em spray para Covid-19 começa a ser testada. Foto: Freepik.

Por outro lado, esta nanopartícula tem a capacidade se colar às mucosas, por cerca de 3 ou 4 horas, té ser absorvida totalmente pelo organismo e gerar uma resposta de imunidade. Essa característica, conhecida como autoadesiva, também ajuda na retenção e fixação do poder combativo da partícula.

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A vacina em spray nasal contra a Covid-19 e suas vantagens

Entre as inúmeras vantagens desta vacina, estão a rapidez  e facilidade na aplicação. Sem esquecer de mencionar seu alto poder de fixação, já citado anteriormente. Além disso, se comparada com as vacinas injetáveis, a de spray passa na frente, por ser bem aceita por crianças e idosos, não ser invasiva e possuir menos reações ou efeitos colaterais.

A imunologista da Sociedade Brasileira de Imunologia e também professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Cristina Bonorino, explana mais sobre o tema.

“Sempre que se pensa em infecções respiratórias, acreditamos que uma vacina com esse tipo de abordagem é melhor, pois ela gera imunidade no local da aplicação e produz IgA”, observou.

Previsão de aplicação

Da mesma maneira, o médico veterinário e coordenador da pesquisa na USP, Marco Antonio Stephano, explica que os protótipos devem ficar prontos em três meses, quando será possível iniciar os testes em animais.

Já de acordo com a OMS, hoje, existem pelo menos 100 vacinas contra a Covid-19 em desenvolvimento no mundo. Algumas delas já se encontram na fase de testes clínicos.

Por outro lado, virologistas e imunologistas do Instituto de Ciências Biomédicas, especialistas em nanotecnologia do Instituto de Química da USP, afirmam que para garantir a imunização, serão necessárias quatro doses – duas em cada narina, a cada 15 dias.

Por fim, os cientistas envolvidos no estudo estimam que o produto terá um valor aproximado de 100 reais, por dose.

Fonte: USP

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