Como a incorporação da insulina em caneta pelo SUS melhorou a minha vida; confira relato

Insulina é indispensável para o tratamento de Diabetes tipo 1

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Como a incorporação da insulina em caneta pelo SUS melhorou a minha vida; confira relato
Como a incorporação da insulina em caneta pelo SUS melhorou a minha vida; confira relato - Imagem: Divulgação Freepik

Olá, queridos leitores! É com imensa satisfação que compartilho com vocês um pouco da minha história com a Diabetes, essa complexa e teimosa companheira. É dessa maneira que prefiro tratar a minha doença, afinal de contas, vamos conviver por muito tempo e por quê não fazer dessa vivência a mais leve possível, não é mesmo? Pois bem, sou diabética tipo 1 há 20 anos e insulinodependente desde então. Tendo isso em vista, o nosso papo vai ser sobre como a incorporação da insulina em caneta pelo SUS melhorou a minha vida!

Como a incorporação da insulina em caneta pelo SUS melhorou a minha vida; confira relato
Como a incorporação da insulina em caneta pelo SUS melhorou a minha vida; confira relato – Imagem: Arquivo pessoal

Confira, portanto, esse relato pessoal e que pode te ajudar a tirar eventuais dúvidas sobre os insumos diabéticos, a lei que garante o repasse gratuito e muito mais!

Como a incorporação da insulina em caneta pelo SUS melhorou a minha vida

Fui diagnosticada com Diabetes Melittus tipo 1 aos 4 anos de idade. Como todas as pessoas que passam pelo diagnóstico e não conhecem a doença, foi tudo muito novo e estranho, principalmente para uma criança. Sem doces e com uma rotina hospitalar intensa, a aceitação não foi um problema.

Dessa forma, ao longo do tempo, entendi que esta é a minha condição, que cá entre nós, não é fácil. Os diabéticos e familiares sabem muito bem disso, não é mesmo? Porém, como seres adaptáveis, a Diabetes faz parte de mim e não conheço outro tipo de existir e experimentar a vida.

Dito isso, podemos partir para os aspectos técnicos. A doença se caracteriza como a falta de produção da insulina pelo pâncreas, podendo ser mais ou menos, dependendo do tipo de Diabetes (os tipos mais conhecidos são o tipo 1, o tipo 2 que atinge mais os idosos, e a Diabetes Gestacional). Sendo assim, se as taxas de glicose não forem controladas, podem surgir diversas complicações sérias.

Desse modo, como o pâncreas do diabético tipo 1 não produz a insulina, o paciente deve aplicar o hormônio de forma diária. Por isso a importância gigantesca de um acompanhamento profissional e do tratamento contínuo.

Mas, como a incorporação da insulina em caneta pelo SUS melhorou a minha vida? Bem, quem é diabético sabe como a caneta nos proporciona uma maior praticidade e conforto. A seringa ainda é carregada de tabus e muitas vezes, bastante desconfortável. No entanto, muito além disso, está o melhor funcionamento.

Funcionamento da insulina

Imagine só um Volkswagem Fusca, ok? E agora, imagine uma BMW… utilizando um exemplo bem superficial e leigo, a insulina NPH está para o fusca, como a insulina de caneta (Lantus, Apidra, entre outras) está para a BMW, obviamente o sistema da BMW é superior (melhor) que o Fusca. Do mesmo modo acontece com os tipos de insulina, os quais se diferenciam bastante sendo em caneta ou em ampola.

Contudo, a insulinoterapia do diabético vai depender das necessidades do mesmo, bem como qual o tipo ideal de insulina e quais as dosagens, que variam de pessoa para pessoa. Todas essas questões e outras mais que digam respeito à doença são analisadas e determinadas pelo médico endocrinologista.

Sendo assim, após a incorporação da caneta pelo SUS (em 2019) e o uso contínuo, os episódios de hiperglicemia e hipoglicemia diminuíram; proporcionando um melhor bem estar, tanto físico, quanto mental. Com o uso da caneta, aliado à atividade física e à alimentação equilibrada, a vida segue normal e mais consciente do que se a Diabetes não existisse!

Receber insulina e insumos é garantia estabelecida por lei

A Lei nº 11.347, de 27 de setembro de 2006, estabelece que os pacientes com Diabetes recebam, gratuitamente, do Sistema Único de Saúde (SUS), os medicamentos necessários para o tratamento, assim como os materiais exigidos para a sua aplicação e a monitorização da glicemia capilar.

Para que o diabético exerça o direito de receber os seus insumos de forma gratuita, ele deve ser cadastrado em sua Unidade Básica de Saúde, do seu município.

No entanto, a realidade de muitas pessoas é que embora exista a lei, e ela seja cumprida em muitas regiões, alguns estados não fornecem os insumos, ou ofertam de forma incompleta. Se este for o caso, é possível recorre judicialmente para que o estado, juntamente com o município, forneçam os materiais necessários.

Portanto, diabéticos têm o direito garantido por lei de receberem insulina, fitas (ou tiras), glicosímetro, seringas, ampolas, agulhas para a caneta e outros materiais necessários para o controle da sua doença, devidamente prescritos pelo médico.

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