Movimento feminista: entenda um pouco mais sobre a luta das mulheres pela igualdade

Muitas vezes criticado, o feminismo sofre preconceito pela desinformação

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O movimento feminista marca a luta pela igualdade de direito entre os gêneros
O movimento feminista marca a luta pela igualdade de direito entre os gêneros (Imagem: Reprodução/Freepik)

Provavelmente você já deve ter ouvido falar algo sobre o movimento feminista em livros, na televisão ou em uma roda de conversa. Entretanto, mesmo com a disseminação dos movimentos sociais por causa da internet, ainda há gira um preconceito em torno do que venha a ser “feminismo”. Isso porque poucas pessoas sabem a fundo o que o movimento em si significa.

Pensando nessa falta de conhecimento real de muita gente, é que o SaúdeLab resolveu reunir nessa matéria tudo o que você precisa saber para ficar inteirado sobre o assunto. Mas, não se preocupe, seja homem ou mulher, pois não entender do assunto não é motivo de vergonha. Continue conosco e atualize-se, afinal, é sempre tempo de aprender!

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O que quer dizer feminismo?

Entende-se como feminismo o movimento de ordem social ocidental, que objetiva a promoção da igualdade entre mulheres e homens dentro de uma sociedade. A intenção é que ambos tenham oportunidades, bem como condições de vida iguais, independentemente de seu gênero.

Feminismo não é o oposto de machismo
Feminismo não é o oposto de machismo (Imagem: Reprodução/Freepik)

Um ponto importante a ser ressaltado é que o movimento feminista, diferente do que se divulga em muitas páginas e redes sociais na internet, não prega qualquer filosofia onde a mulher é superior ao homem. Não há nenhum movimento social tendo o intuito de ser o inverso do machismo, algo que dá aos homens a superioridade sobre as mulheres em todos os sentidos.

O movimento feminista e sua origem

É fato que o feminismo é algo recente. Entretanto, anterior ao movimento feminista, podia-se encontrar mulheres que já falaram a respeito de sororidade e empoderamento, mas, como elas não integravam nenhum movimento propriamente dito, eram, então, chamadas de protofeministas.

Cristina de Pisano, autora dos livros “Epístola ao Deus do Amor” (de 1401) e “O Livro da Cidade das Damas” (de 1405) foi uma protofeminista. Em suas obras, ela denunciou o que via como diferença nas relações entre gêneros, causando furor na época.

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Somente em XIX é que o feminismo foi reconhecido enquanto movimento e organizado. No início do século XX deu-se o “boom” das ações feministas com mulheres defendendo o que chamavam “sufrágio feminino”, sendo este era o direito de voto. Elas também passaram a lutar pelos direitos educacionais, bem como trabalhistas.

Quando o direito de voto foi conquistado, o caminho começou a se abrir, mas ainda era longo para se percorrer. Vistas como verdadeiras cidadãs, as mulheres não eram mais “máquinas” de cuidar da casa e dos filhos. Elas podiam estudar, trabalhar e ocupar seu próprio espaço na sociedade enquanto ser humano.

Mas, muita coisa mudou desde aquela época, ainda está mudando e vai mudar. Ao todo, houve três ondas feministas, a fim de aparar as arestas dos problemas de desigualdade de gênero que existem. Assim, podemos dizer que a luta não terminou.

Existia feminismo antes do movimento ser coordenado
Existia feminismo antes do movimento ser coordenado (Imagem: Reprodução/Freepik)

Tipos encontrados no feminismo

Dentro do movimento feminista existem algumas vertentes teóricas, onde cada uma defende que se deve combater a desigualdade de uma maneira diferente. Conheça!

  • Feminismo negro – Como no início do feminismo, seja mundialmente falando quanto em nosso país, a luta era voltada para mulheres brancas, letradas, bem como endinheiradas, as pretas acabaram se dando conta da sua não representatividade. Assim, o desenvolvimento do feminismo negro veio  para combater o racismo e o machismo, levantando pautas sobre genocídio, intolerância religiosa, entre outras questões;
  • Interseccional – O movimento feminista interseccional objetiva acabar com o abismo entre a mulher branca e a que faz parte das minorias sociais. Ele busca o combate a opressão, desigualdade de raça, classes, bem como sexualidade;
  • Radical – Segundo o radicalismo, a opressão se fundamenta desde a época do nascimento. Assim sendo, a desigualdade se forma quando a mulher é ensinada a ser delicada, gentil e submissa, mas o homem é ensinado a ser poderoso, forte e viril;
  • Liberal – O tipo liberal do feminismo entende que a desigualdade entre mulher e homem existe pela desigualdade das leis. Portanto, para que o problema seja sanado, é preciso fazer uma reforma legal e política.

Livros que vão te ajudar a entender melhor o movimento feminista

Se você se interessa em aprofundar mais no assunto, ultrapassar as definições superficiais, é interessante explorar teorias de livros bem conceituados. Assim, você terá uma base real e concreta para lutar ou ajudar na luta pelos direitos das mulheres. Veja só a lista.

  1. “Segundo Sexo”, autora Simone de Beauvoir.
  2. “Mulheres, raça e classe”, autora Angela Davis.
  3. “Mito da beleza”, autora Naomi Wolf.
  4. “Quem tem medo do feminismo negro?”, autora Djamila Ribeiro.
  5. “Problemas de gênero”, autora Judith Butler.
  6. “Má feminista”, autora Roxane Gay.
  7. “Um teto todo seu”, autora Virginia Woolf.

É preciso entender que não basta saber o que é o movimento feminista. Deve-se abrir a mente para que se tenha consciência da constância da luta para acabar com patriarcado. Existem muitas conquistas do feminismo pela frente, mas com determinação e união, tudo dará certo ao final!

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