Dra. Danielle Araújo: quando a tristeza se torna perigosa para sua saúde mental

Entrevista especial com a Dra. Danielle Araújo a tristeza é abordada de uma forma diferenciada

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Dra. Danielle Araújo ajuda a diferenciar a tristeza patológica da normal. Foto: Envato

A tristeza é um sentimento comum ao ser humano, assim como alegria, medo ou preocupação. Mas, a linha tênue entre a tristeza comum e a patológica (quando ela se torna doença) é muito sensível. Conforme aborda a Psiquiatra Dra. Danielle Araújo em entrevista especial ao SaúdeLab.

Nesse sentido, o isolamento social, trazido pela pandemia do novo Coronavírus, agravou ainda mais o sentimento de tristeza nas relações humanas. Isto, porque pais e filhos, cônjuges e familiares no geral, passaram a conviver de maneira mais próxima dentro de casa. Além do trabalho em home office e as demais tarefas do dia a dia concentradas dentro do lar.

Conforme explica a médica e psiquiatra, Dra. Danielle Araújo, é necessário antes de mais nada, saber qual a definição de tristeza e quando ela começa a se tornar algo mais grave.

“Tristeza todos nós sentimos. Na tristeza normal existe um fator desencadeante, como um relacionamento que falhou, expectativas e cobranças no emprego, ou diante de algum outro problema que precisa de solução. Mas, ela começa a ser considerada nociva quando é persistente, em grande parte do dia. E é presente em todos os ambientes, como casa, trabalho, e até mesmo nos locais de lazer. Ela é considerada grave também, pois afeta o sono e o apetite”, explicou.

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Pessoa triste / Foto: Reprodução internet
Pessoa triste / Foto: Reprodução internet

Como identificar esse sentimento?

A tristeza geralmente dura algumas horas, ou alguns dias e pode ter ou não causa aparente. Este sentimento se caracteriza pela perda de interesse em atividades consideradas prazerosas em outros momentos.

No entanto, uma pessoa que está triste geralmente se fecha em seu próprio mundo interior, se isola, passa a ser mais calada, apática e muitas vezes indiferente. Além de ter perturbações do sono e do apetite.

Outros sintomas a ser levados em consideração também são a fadiga e choro excessivo.

De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, em mais de 140 países, a tristeza vem aumentando em um por cento ao ano. Número preocupante, levando em consideração o registro crescente de depressão e ansiedade por todo o mundo.

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Mas, como lidar com a tristeza?

“Viver”! Esta foi a resposta da especialista quando perguntada sobre o tema. Segundo Araújo, é preciso parar de se cobrar excessivamente e ceder a pressões externas, nos momentos de tristeza.

Dra. Danielle / Acervo pessoal
Dra. Danielle / Acervo pessoal

“Muitas vezes a melhor coisa que uma pessoa pode fazer, para passar por aquela tristeza é vivê-la. Ou seja, é importante ter consciência e identificar os sentimentos e passar por eles. Sem esquecer de conservar os pensamentos positivos. E fazer alguma terapia, seja buscando um profissional da saúde mental – psicólogo ou psiquiatra – seja por meio da dança, do esporte, de plantar e cuidar de uma hortinha, enfim, toda forma de terapia é bem vinda”, frisou a médica.

Em resumo, é recomendado ter uma rotina saudável de vida, com alimentação equilibrada, exercícios físicos e principalmente, manter os cuidados com a saúde mental em dia. Buscar a ajuda de um profissional é de extrema importância, pois ele é capacitado pra auxiliar no tratamento adequado para cada pessoa.

Fonte: Dra. Danielle Araújo

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