Cuidados paliativos: importância para pacientes com doenças crônicas ou terminais

O suporte com os cuidados paliativos pode aliviar os sintomas de dor e estresse e avaliar como a doença está afetando paciente e familiares.

0
177
Cuidados paliativos
Cuidados paliativos: importância para pacientes com doenças crônicas ou terminais | Reprodução: Rawpixel

Os cuidados paliativos estão centrados na qualidade de vida dos pacientes, que lutam contra câncer e várias outras, tais como: Psoríase, Doença de Crohn, Asma, por exemplo.

Eles podem viabilizar também, uma assistência humanizada para os pacientes que possuem tais condições, de forma que seja possível ter uma vida mais confortável e com maior qualidade.

Os cuidados paliativos, portanto, mantêm sua atenção voltada à vida e não a morte, direcionam seus esforços na pessoa, e não na condição trazida pela doença.

Leia aqui: Tratamento estético para pacientes oncológicos: quais os cuidados necessários?

Em qual momento os cuidados paliativos devem iniciar?

Os cuidados paliativos devem iniciar em dois momentos:

  1. Quando o tratamento médico é paliativo, ou seja, em casos de doenças terminais;
  2. E para os pacientes de doenças crônicas, no momento da descoberta da doença.

As condições são diferentes, mas a forma de cuidado é a mesma para ambos os casos, já que os pacientes que estão lutando contra uma doença, precisam de uma atenção redobrada.

cuidados paliativos
Cuidados paliativos | Reprodução: Rawpixel

E ainda mais, prestá-los de uma forma que seja possível prevenir, tratar e controlar os sintomas, bem como cuidar da auto estima que certamente fica abalada, além de dar mais autonomia e, uma vida menos sofrida.

Problemas comuns

Frequentemente, uma das principais situações enfrentadas nos cuidados paliativos, é que muitas vezes, ele é iniciado de forma tardia e, consequentemente, faz com que o paciente desista do tratamento ou perca as esperanças de conseguir a remissão.

No entanto, quanto mais cedo eles forem iniciados, maiores serão as chances de melhorar, e continuar o plano terapêutico, com chances reais de alcançar êxito ao que se propõe.

É importante, sobretudo, conversar com seu médico sobre cuidados paliativos; principalmente se as opções de tratamento disponível não forem mais efetivas ou quando não houver mais opções da ciência atuar.

Quais são os tipos de suporte oferecidos nos cuidados paliativos?

Nos serviços oferecidos relacionados aos cuidados paliativos, todas as opções que falaremos a seguir estão disponíveis, mas podem ter abordagens diferentes, dependendo da necessidade e da equipe.

Controle de sintomas

Com o suporte oferecido, o profissional responsável avalia como a doença está afetando o paciente, e quais são os métodos disponíveis para alívio dos sintomas da dor e do estresse.

cuidados paliativos
Cuidados paliativos | Reprodução: Rawpixel

É uma forma de garantir que todas as necessidades sejam consideradas e atendidas, onde podem ser tratados problemas físicos, mentais, emocionais, sociais e até mesmo espirituais.

Home Care

Mesmo em situações em que o paciente já está realizando os cuidados paliativos, pode ser necessário uma internação ou hospice.

Assim,  A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) aborda Hospice como “uma filosofia do cuidado. Refere-se à aplicação de Cuidados Paliativos intensivos para pacientes com doenças avançada.”

E diz mais:

“O conceito de hospice refere-se a cuidados prestados ao final da vida, incluindo a assistência durante o processo de morrer, e se estende ao acolhimento de familiares em luto.”

Cuidados espirituais

Os cuidados espirituais levam em consideração à crença de cada paciente, assim como suas necessidades, de forma que seja possível a uma necessidade, como um ritual específico ou cerimônia religiosa.

Luto

Neste caso, trata-se de uma situação de perda, onde a equipe de cuidados paliativos trabalha com os familiares para amenizar e acolher os familiares em relação à perda sofrida.

Relato pessoal de uma crohnista sobre cuidados paliativos

Hoje, vamos falar um pouco sobre a vida de pacientes com doenças crônicas, sobre a minha vida. Escrevo em primeira pessoa, pois será o meu relato pessoal (Aline Mesquita) sobre como é viver com Doença de Crohn.

Muitas pessoas não entendem como é a rotina diária, quais são os cuidados e as necessidades dos portadores dessa patologia.

Eu mesma fiquei muitos anos sem entender, desde o meu diagnóstico (há 08 anos atrás). A rotina diária sofre muitas alterações, não é como era antes, existem alimentos que não posso ingerir, outros me tornei intolerante.

Vale conferir: Receita sem glúten: como fazer uma incrível farinha de grão de bico?

Sintomas frequentes e adaptação da rotina

Tenho dores, cólicas, febre, cansaço, indisposição, evacuações constantes e às vezes, tantas vezes que não consigo contabilizar.

E tudo isso, eu precisei incluir na minha rotina, criar hábitos melhores de vida, entender minhas restrições e contar com o apoio de médicos, amigos e familiares.

Os cuidados paliativos me ajudaram a estabelecer uma rotina diária mais saudável, para redução dos sintomas e a partir disso, eu consegui alcançar a remissão (que estou até o momento, há 03 anos).

Os cuidados envolvem:

  • Sempre que possível evitar o estresse;
  • Bem como não ingerir alimentos que podem desencadear uma crise (isso muda de paciente para paciente);
  • Assim também, evite ingerir alimentos com lactose (me tornei intolerante);
  • E outro fator crucial é beber muita água;
  • E nesse meio tempo, pesquisar sobre os lugares para frequentar, principalmente sobre os banheiros.

Leia mais: É celíaco? Confira 2 receitas sem glúten para fazer agora mesmo

Outras adaptações conjuntas com a equipe multidisciplinar

Vale dizer também, sobre a alimentação, o estresse e a mudança de hábitos; eles, necessariamente, foram um trabalho conjunto, com os médicos  e toda equipe  responsável pelo meu tratamento.

Igualmente os profissionais indicados por eles, como: nutricionistas, médicos de outras especialidades e psicólogo, por exemplo.

Ademais, a rotina é sempre desafiadora, mas estou vencendo todos os dias, seguindo em remissão. Por último, meu recado prá você é: “Não desista nunca!”

Veja também: Melasma: Quais são as causas? Quais os tratamentos? Veja

Gostou da matéria e quer saber mais? Acompanhe nossos canais acessando: FacebookInstagramTwitter e Pinterest.

Deixe seu comentário

Grupos do SaúdeLab

SaúdeLab no WHATSAPP
SaúdeLab no TELEGRAM

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here