Câncer de mama e pandemia: postergação de exames pode ser letal

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Câncer de mama e pandemia: postergação de exames pode ser letal (imagem: Sociedade Brasileira de Mastologia)

Uma pesquisa realizada pelo instituto Ibope revelou que 62% das brasileiras aguardam o final da pandemia para retomar os exames para detecção do câncer de mama. A postergação dos procedimentos de rotina, assim, teria o intuito de proteção. Por outro lado, ela pode atrapalhar a detecção prévia da doença.

Esse dado é extremamente importante, principalmente por estarmos no início do Outubro Rosa, época do ano que é dedicada às campanhas de prevenção a esse tipo de câncer.

Além disso, especialistas da área de saúde indicam que tal postergação poderá ter um grande impacto sobre a doença, conforme veremos em detalhes abaixo.

Também veja: Câncer de mama no Brasil: relatório aponta mais de 66 mil novos casos em 2020

câncer de mama
O Outubro Rosa desse ano procura lembrar às mulheres da necessidade em retomar as consultas ginecológicas mesmo na pandemia. (Imagem: DoctorMed)

Câncer de mama e pandemia: Mulheres evitam fazer exames durante o Covid-19

A pandemia de Covid-19 exigiu diversas alterações no dia a dia das pessoas para que a doença pudesse ser contida. Assim, diversos compromissos anuais foram postergados, dentre eles os exames e consultas ginecológicos.

É isso, aliás, que indica uma pesquisa realizada pelo Ibope em conjunto à farmacêutica Pfeizer. O estudo envolveu 1.400 brasileiras a partir de 18 anos e seus resultados são alarmantes quanto aos diagnósticos de câncer de mama no Brasil.

Segundo a pesquisa 62% as brasileiras aguardam o fim da pandemia para retornarem aos exames e consultas de rotina referentes à doença. Contudo, segundo especialistas isso pode levar a um aumento de diagnósticos em que esse câncer já se encontre em estágio avançado, o que diminui as chances de cura.

Câncer de mama: conheça dados

Esse câncer representa anualmente 29,7% dos novos diagnósticos de tumores malignos no Brasil.

Somente em 2018 ele foi responsável pelo óbito de 17 mil mulheres brasileiras, um número significativo. Entretanto, caso seja diagnosticado de forma precoce, seu tratamento tende a ser menos agressivo e obter mais sucesso.

A melhor forma de diagnóstico se refere ao exame anual ginecológico juntamente ao autoexame das mamas.

Então, o que fazer?

Segundo a médica Maria Del Pilar Estevez Dias, coordenadora da Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do estado de São Paulo, os exames de câncer de mama devem ser mantidos.

No mesmo sentido se manifestou a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine. Segundo ela, “é compreensível que tenham medo, mas é preocupante porque isso pode ter impacto sério (…) O câncer não faz quarentena“.

Portanto, é muito importante que as consultas ginecológicas e exames para detecção do câncer de mama sejam mantidos. Afinal, essa é a melhor conduta de prevenção e diagnóstico prévio.

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