Grupos do SaúdeLab

SaúdeLab no WHATSAPP
SaúdeLab no TELEGRAM

Dia Mundial da Obesidade: entenda os reflexos na saúde

Especialistas informam que enfrentar a doença melhora a qualidade de vida

Nesta sexta-feira (4), comemora-se o dia da conscientização da obesidade, um distúrbio que envolve o excesso de gordura corporal como resultado do consumo calórico maior do que o corpo consegue queimar. A obesidade é um problema crônico global e precisa ser combatido desde a infância.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp apontou que adolescentes entre 10 e 14 anos estão com excesso de peso acima da média nacional, sendo 8,9% maior em meninos e 2,7% em meninas (entre os entrevistados acima do peso, 30,4% eram garotos e 22,1% garotas).

Marcelo Miranda, endocrinologista do Vera Cruz Hospital, explica que a maneira mais comum de definir a obesidade é pelo índice de massa corporal (IMC). O cálculo é o peso em quilos, dividido pela altura em metros, elevada ao quadrado.  Em crianças e adolescentes, o limite do IMC para definir a obesidade depende da idade, de acordo com uma curva. Nos adultos, ela é definida por IMC maior ou igual a 30 kg/m2.

Há outras definições de obesidade baseadas na porcentagem de gordura corporal ou na circunferência abdominal, que podem ser mais úteis, mas ainda carecem de padronização, segundo o especialista.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, em 2025, aproximadamente 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso, sendo 700 milhões com obesidade.

De acordo com o Ministério da Saúde também, nos últimos 13 anos, houve aumento de 72% no número de brasileiros obesos, devido a mudança no estilo de vida, má alimentação e sedentarismo. Em relação à obesidade infantil, estudos em conjunto com a Organização Panamericana da Saúde apontam que 13% das crianças brasileiras, entre cinco e nove anos de idade,  assim como 7% dos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 são obesas.

Tratamento para a obesidade

obesidade
Alimentação saudável e atividades físicas ajudam muito (Foto: Andres Ayrton)

Quando a pessoa está obesa, o tratamento é imprescindível, seja em consultório ou cirúrgico. A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo e afeta pessoas de todas as idades. De acordo com um estudo da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizado em 2019, a cada cinco brasileiros, um está obeso. Entre toda a população, mais da metade está acima do peso.

A nutricionista Adriana Passos pondera que, por enquanto, a obesidade é maior nos adultos, mas o aumento entre as faixas etárias menores vem crescendo assustadoramente. “As crianças são mais ativas, o que as protege, parcialmente, do ganho de peso”, explica. Em algumas faixas etárias, como entre dois e três anos, é comum apresentar a desaceleração do crescimento e diminuição do consumo calórico. “Porém, a partir dos cinco anos, se não houver o cuidado com a alimentação, o ganho de peso pode acontecer”.

A obesidade é causada por uma combinação complexa de fatores ambientais e comportamentais, disfunções hormonais e um forte componente genético. Então, quando não tratada, pode acarretar problemas cardiovasculares, diabetes, colesterol alto e a apneia do sono.

 

Obesidade tratada desde a infância

 

obesidade
A obesidade infantil deve ser observada (Foto: Andres Ayrton)

Para evitar a patologia, a nutricionista explica que a construção do paladar infantil deve começar aos seis meses, com introdução alimentar, por meio de hábitos saudáveis diários. “A criança pode ter alteração do paladar ao longo do crescimento, em fases diferentes, aceitar ou rejeitar certos alimentos”, alinhava.

Porém, diz a especialista, é dever dos pais e cuidadores oferecer uma quantidade e variedade adequada de alimentos para que a criança tenha contato com a diversidade de sabores e texturas, aprimorando, assim, o paladar.

No caso de uma criança obesa, Adriana esclarece que não se deve praticar restrições alimentares severas, pois pode haver prejuízo no crescimento. “Devemos oferecer mais alimentos in natura, refeições fracionadas ao longo do dia. Manter a criança ativa, praticando esportes e brincando também ajuda”, pontua.

 

Cuidados na vida adulta

Para os adultos, diminuir a ingestão de alimentos processados é o primeiro passo no combate à doença, além disso, adequar o gasto energético ao consumo de calorias. A prática de exercícios físicos também é primordial.

As pessoas devem consumir alimentos com qualidade e na quantidade adequada, beber muita água e evitar o consumo de bebida alcoólica. “Estamos no caminho certo quando descascamos mais e desembalamos menos”, conclui.

Grupos do SaúdeLab

SaúdeLab no WHATSAPP
SaúdeLab no TELEGRAM

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.