Cannabis no tratamento de doenças; entenda como funciona e o andamento de pesquisas

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Canabbis no tratamento de doenças. Entenda como funciona e o andamento de pesquisas Foto - Pixabay

Embora a maconha medicinal, ou cannabis, seja comumente conhecida como droga recreativa, ela tem sido usada como remédio há milhares de anos. Atualmente no Brasil a cannabis está passando por um processo de regularização. Saiba hoje aqui no blog SaúdeLab algumas das pesquisas envolvendo a cannabis e o seu uso em tratamento de doenças.

Portanto, a cannabis medicinal está sendo pesquisada em todo o mundo devido ao seu potencial para ajudar no tratamento de uma série de doenças. A cannabis contém CBD, que é uma substância química que causa impacto no cérebro, fazendo-o funcionar melhor, juntamente com o THC, que tem propriedades analgésicas.

O que é cannabis medicinal?

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Canabbis no tratamento de doenças. Entenda como funciona e o andamento de pesquisas Foto – Pixabay

A cannabis medicinal é feita da planta cannabis sativa, pois do gênero, ela contém maior efeito analgésico. As folhas e botões dessa planta também são usados ​​para fazer o medicamento.

Através de inúmeras pesquisas foi demonstrado que a cannabis alivia a dor, previne ou reduz o vômito e tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Isso ocorre porque as substâncias chamadas canabinóides atuam no sistema endocanabinóide do corpo. Este é um sistema de comunicação no cérebro e no corpo que influencia o humor, a memória, o sono e o apetite.

Os efeitos colaterais da cannabis medicinal ainda estão sendo estudados. Eles podem incluir:

  • Dificuldade de concentração;
  • Tontura;
  • sonolência;
  • problemas com equilíbrio;
  • problemas com pensamento e memória.

A cannabis medicinal é estritamente regulamentada. Os produtos aprovados para uso no Brasil incluem nabiximóis e canabinóides sintéticos. Esses produtos são formulados de modo que tenham o maior efeito médico e o menor número de efeitos colaterais possíveis.

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Como a maconha medicinal é administrada?

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Canabbis no tratamento de doenças. Entenda como funciona e o andamento de pesquisas Foto – Pixabay

As vias de administração da cannabis incluem:

  • Inalação: vaporização e fumaça
  • Ingestão oral: óleos, tinturas, cápsulas e comestíveis
  • Tópico: unguentos, bálsamos e adesivos
  • Supositórios: supositórios retais ou vaginais

Seu médico determinará a frequência do uso de maconha medicinal. No Brasil já existem locais com profissionais direcionados para esse tratamento. A escolha de um clínico de cannabis qualificado pode ser útil, pois ele irá determinar o perfil de canabinoide adequado a sua demanda.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em Dezembro/2019 a liberação da venda em farmácias de produtos à base de cannabis para uso medicinal que só pode ser feita com prescrição médica.

O custo ainda é elevado. Desde então, alguns projetos estão buscando formas de regularizar o plantio medicinal.

Uma delas é do Deputado Paulo Teixeira (PT-SP), autor do substitutivo ao PL 399/2015, que legaliza o cultivo para uso medicinal e industrial. Ele ressalta que essa é uma luta para diversas famílias que buscam um tratamento alternativo.

Outros estudos envolvendo a Cannabis

Recentemente em julho foi divulgada a aprovação de um estudo do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para testar os  efeitos da cannabis no tratamento de transtornos do humor em voluntários entre profissionais de saúde com estresse e ansiedade provocados pela luta contra a pandemia.

Já outra informação divulgada em 27/08/2020, afirma que o zoológico de Varsóvia vai dar cannabis medicinal para os seus elefantes, como parte de um projeto para testar como a substância pode reduzir os níveis de stress dos animais.

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Ressaltamos que o uso da maconha poderá trazer alívio e controle para outras tantas doenças. Entre elas: Ansiedade, ​​Autismo, Enxaqueca, Diabetes, Câncer (analgésicos), Síndrome do Pânico. Faz-se necessário acompanhar o andamento das pesquisas para validar sua eficácia e conseguir uma regularização que atenda de forma equânime a todos.

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