Azitromicina é ineficaz contra a Covid-19; diz estudo brasileiro

O estudo publicado na revista Lancet demonstrou que o medicamento não foi eficaz nos casos graves da doença.

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Medicamentos / 1fonte: Reprodução da internet
Medicamentos / 1fonte: Reprodução da internet

A revista científica Lancet publicou nesta sexta (04.09) um estudo brasileiro, que afirma que o uso da Azitromicina é ineficaz no tratamento de quadros graves de Covid-19.

O estudo, idealizado por várias instituições de saúde respeitadas em todo o país, comprovou que o medicamento não levou a melhora, quadros de pacientes já considerados graves.

Além disso, o médico do Hospital Sírio-Libanês e parte da equipe que assinou o estudo, Luciano Cesar Pontes de Azevedo, afirmou que os efeitos do medicamento em pacientes com quadros leves ainda é desconhecido.

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Por outro lado, Azevedo ainda lamentou a ausência de resultados positivos, do uso da Azitromicina nos pacientes graves – parte do estudo divulgado na Lancet.

“Nós gostaríamos muito que tivesse funcionado, porque é um medicamento barato, conhecido e normalmente bem tolerado na questão dos efeitos colaterais. A azitromicina é descrita também como uma imunomoduladora. Mas, para doenças virais, sua eficácia tem poucas avaliações e não é conclusiva”, lamentou.

Azitromicina / Fonte: Reprodução da internet
Medicamentos / 1fonte: Reprodução da internet

O estudo sobre Azitromicina

Esta pesquisa envolveu 397 pessoas diagnosticadas como casos graves de Covid-19. Sendo esta classificação, de acordo com critérios como necessidade de reforço de oxigênio ou ventilação mecânica.

Além disso, todos os pacientes já tinham algum fator de risco associado à doença, tais como hipertensão ou diabetes.

Logo,os participantes do estudo foram divididos em dois grupos aleatórios e em números desiguais. O primeiro grupo, formado por 214 pessoas, recebeu azitromicina e o tratamento mais padrão para o novo Coronavírus.

Já o segundo grupo, formado por 183 indivíduos, recebeu apenas o tratamento padrão, mas, sem a azitromicina no conjunto.

No entanto, após duas semanas de tratamento, os pacientes foram reavaliados e classificados sob estes pontos: Ter recebido alta mas manifestar sequela; estar internado com ventilação mecânica ou até mesmo vir a óbito.

Em síntese, o estudo comprovou que, entre os dois grupos, não houve diferença nos índices de melhora. Por exemplo, a mortalidade teve pouca diferença entre os dois grupos: 42% no grupo que recebeu azitromicina, para 40% no grupo controle padrão.

Azitromicina x dexametasona

Conforme explica o médico intensivista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, Regis Goulart Rosa, a azitromicina é um antibiótico, com efeito anti-inflamatório, usualmente administrado em pacientes com infecções bacterianas como otite, faringite e diarreia.

No entanto, esta semana, o periódico científico Journal of the American Medical Association (JAMA), que avaliava o uso do anti-inflamatório dexametasona, no tratamento de casos graves de Covid-19, concluiu que pacientes que utilizaram o medicamento ficaram cerca de uma semana sem a necessidade do uso de respirador artificial.

Ou seja, entre os casos graves de Covid-19, a dexametasona mostrou-se mais eficaz e assertiva, do que nos pacientes que só usaram Azitromicina.

Fonte: Revista Lancet

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