Depressão na gravidez: especialistas estudam qual o impacto dessa condição

Pouco discutido, a depressão na gravidez também gera danos ao bebê

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Depressão na gravidez
Depressão na gravidez. Foto: Envato

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores do King’s College London, na Inglaterra, a depressão na gravidez pode causar impactos de estresse tanto na gestante, quanto no bebê em seus anos futuros após o nascimento. 

depressão na gravidez
Depressão na gravidez: Especialistas estudam qual o impacto dessa condição (Foto: Freepik)

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Depressão na gravidez

É comum ter conhecimentos sobre o diagnóstico de depressão pós-parto. Porém, a depressão pré-natal também é uma condição comum que acomete cerca de 20% das mulheres no Brasil, de acordo com uma revisão realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo, os fatores de risco para esse acometimento são: histórico anterior de depressão, problemas financeiros, estresse, dependência de substâncias químicas ou até histórico de violência doméstica.

Estudo realizado sobre depressão na gravidez

A princípio, o estudo teve como base 106 participantes grávidas de cerca de 25 semanas. Entre elas, 49 foram diagnosticadas com depressão na gravidez. Todas as voluntárias foram analisadas e acompanhadas por até um ano após o parto, com a intenção de analisar os impactos causados pela depressão.

Como resultado, o estudo constatou que as crianças que passaram por uma depressão materna em suas gestações tinham alterações comportamentais e biológicas que tinham semelhanças com condições ligadas a problemas psiquiátricos.

Antecipadamente, os especialistas analisaram material coletado através de exames de sangue. Na 27ª semana, foram analisados os níveis de substâncias inflamatórias causadas pela depressão na gravidez. Na 32ª semana, eles analisaram os níveis de cortisol, que é o hormônio liberado pelo corpo em situações de estresse excessivo.

Dessa forma, foi constatado que as mulheres diagnosticadas com depressão tinham os níveis mais elevados.

Impactos na vida dos bebês

Juntamente com o impacto físico nas mães, os bebês também foram acometidos. Primeiramente, as crianças que tiveram seus desenvolvimentos acompanhados da depressão na gravidez, tiveram seus partos ocorridos em cerca de uma semana antes.

Além disso, na primeira semana de vida também foram observadas uma maior hiperatividade e sensibilidade a estímulos sonoros e visuais, bem como choro excessivo. 

Ao passo que as crianças iam se desenvolvendo, o nível de cortisol passou a ser medido e, com um ano de idade, filhos de mães acometidas pela depressão tinham os níveis do hormônio mais altos.

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