Cartilha da memória: UFMT elabora material para estimular cérebro de idosos

A ideia é manter o raciocínio e a memória de pessoas idosas

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Cartilha da memória: UFMT elabora material para estimular cérebro de idosos
Cartilha da memória: UFMT elabora material para estimular cérebro de idosos

A Liga Acadêmica de Geriatria e Gerontologia (LAGGE) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) lançou a “Cartilha da Memória“, um conjunto de atividades para estimular o cérebro de pessoas idosas.

De acordo com a médica geriatra orientadora da Liga, Andreia Casarotto, a ideia é manter o raciocínio e a memória de pessoas idosas, aguçados, numa tentativa de oferecer envelhecimento com saúde e principalmente, evitar o Alzheimer – principal demência que acomete idosos.

“Quanto mais você estimular a memória, ter atividades novas de aprendizado, mais estará contribuindo para uma reserva cognitiva e consequentemente diminui um pouco a chance de desenvolver uma doença que compromete a memória”, explicou.

Xadrez faz bem para a memória / Foto: Inonni
Xadrez faz bem para a memória / Foto: Inonni

A “Cartilha da memória”

O material é composto por jogos e atividades como sudoku, palavra cruzada, caça-palavras, jogos de memória, entre outros. Casarotto explica que a ‘Cartilha da memória’ é relevante para os futuros médicos. E que eles não devem se basear só em medicamentos, na geriatria.

“A gente tem que fazer o aluno enxergar que só a medicação é muito pouco. Ele precisa aprender a estimular, a trabalhar com outros domínios e, quando se trata de pacientes idosos, saber estimular uma atividade de cognição, saber orientar sobre a memória, saber trabalhar em equipe, são orientações muito importantes. Trabalhamos muito em equipe interdisciplinar, estimulando diversos componentes da saúde do idoso”, esclareceu.

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Jogos de memória / Foto: Pinterest
Jogos de memória / Foto: Pinterest

O papel da família na vida do idoso

Para amenizar os efeitos da doença, é muito importante que a família apoie aos seus anciões. Da mesma forma, lhes proporcione atividades proativas para manter o cérebro alerta e bem treinado.

Nesse sentido, o material tem orientações que facilitam esta tarefa para os familiares de pessoas na terceira idade.

“É importante que a família estimule o idoso sempre a ter atividades que possam trabalhar a memória, a capacidade executiva ao longo do dia. Todavia, a cartilha tem essas atividades, mas existem inúmeras outras que podem ser feitas baseadas na cartilha mas com outras temáticas”, orientou a geriatra.

Em síntese, a especialista afirma que ligar a perda de memória ao envelhecimento, não deve ser visto como algo comum.

“O idoso pode ter um pouco mais de dificuldade de aprender coisas novas, mas isso não pode impactar na vida dele a ponto de deixar de fazer as coisas. Se ele tem um comprometimento da memória que o limita, isso não é natural do envelhecimento e deve ser investigado”, finaliza.

Fonte: UFMT

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