Osteoporose: riscos de fratura aumentam com a pandemia; saiba mais

Uma pesquisa recente mostrada pela IOF mostrou riscos de fratura elevados na Osteoporose

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Osteoporose
Osteoporose: riscos de fratura aumentam com a pandemia, diz estudo da IOF. Saiba mais (Imagem: Marinha do Brasil)

Hoje, dia 20 de outubro, a osteoporose recebe destaque. Ela que é uma doença crônica, se evidencia na fragilidade e desgastes dos ossos, além do mais, riscos aumentados para fraturas,  principalmente nos idosos.

E com o cenário da pandemia acarretou sobrecarga ao sistema de saúde global, como resultado, a gestão das doenças crônicas ficou comprometida pela alta demanda de atendimento aos infectados pela Covid-19.

Um estudo publicado pela Internacional Osteoporoses Foundation (IOF) dia 19/10 confirma esse impacto global e aponta os desdobramentos na prevenção e diagnóstico precoce da osteoporose.

Leia também: Mais que aparência: pessoas obesas correm mais riscos no contágio por Covid-19

Panorama mundial da Osteoporose

 

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A Osteoporose sofre impactos negativos com a pandemia (Imagem: Garce-CE)

As estatísticas apontam que, mundialmente, mais de 200 milhões de mulheres com aproximadamente 50 anos de idade sofrem com essa doença.

Ainda mais,  8,9 milhões são acometidas por fraturas anualmente, um número bem expressivo apontado pela (IOF).

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) informa também que 15% os homens com mais de 65 anos de idade são afetados pela osteoporose; 12 a 20% sofrem com fraturas.

De acordo com estudo publicado a osteoporose se beneficia no tratamento quando tem acesso ao maior uso de ferramentas para diagnostico precoce.

E até então, o uso online da avaliação do risco de fratura no site FRAX, permitia mapear mundialmente grupos de riscos.

Sob o mesmo ponto de vista, observe o trecho da pesquisa:

FRAX é usado para gerar probabilidades de fratura de 10 anos no quadril ou em locais do esqueleto importantes usando fatores de risco clínicos, com ou sem valores de densidade mineral óssea (DMO).”

Quem mais é atingido

As novas determinações para conter o coronavírus abortaram as práticas de exercícios físicos em locais públicos e academias.

E isso tende à agravar as DCNT, ou seja, doenças crônicas não transmissíveis. Diz o autor que:

“O auto isolamento e o distanciamento social podem reduzir a exposição ao exercício e prejudicar a saúde em geral, com aumento da fragilidade física, quedas e fraturas relacionadas.”

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A SBEM alerta as fraturas pela osteoporose afetam mulheres e homens com mais de 50 anos, na proporção de 1 a cada 3 do público feminino e 1 a cada 5 do masculino.

“Persiste ainda uma ideia errônea de que a osteoporose é uma doença feminina e soma-se ao fato de que, em geral, os homens são mais negligentes com a saúde. É um público esquecido também pelos médicos, diz o endocrinologista Dr. Sergio Setsuo Maeda, diretor da SBEM.

Impacto Global com pandemia

A ‘desassistência’ dessas pessoas com osteoporose foi imposta pela urgência no tratamento dos infectados com o coronavírus, gerou mais problemas para as mulheres com menopausa e os pacientes idosos, principalmente, aqueles predispostos à osteoporose.

Diz o autor que “o atendimento secundário foi desviado para o atendimento COVID-19 , ou o risco de infecção foi considerado muito alto.”

Uma atitude necessária para o momento e ainda assim um alerta para reorganizar o serviço prestado.

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Osteoporose atinge homens e mulheres com mais de 50 anos (Imagem: Divulgação internet)

Fatores e grupo de risco da osteoporose

As mulheres são um grupo maior de risco devido a fragilidade nos ossos, e esta pode ser  ser causada pela diminuição do Hormônio estrogênio na menopausa.

E dentre os principais fatores de risco para a doença podemos citar: menopausa, histórico familiar de osteoporose, vida sedentária, fumo ou bebida em excesso baixa ingestão de Vit D e/ou Cálcio, hormônios tireoidianos, glocorticoides, dentre outros.

Sintomas mais comuns

Além das fraturas que surgem nos ossos e as quedas,  a perda da massa óssea pode favorecer à dor crônica, deformações ósseas, comprometimento nas atividades laborais, baixa qualidade de vida, bem como ser adoecido por outras doenças como a pneumonia.

Aliás, as fraturas podem acometer qualquer óssea do corpo, mas a do quadril têm sido uma das mais complexa pela imobilização do paciente ao ficar acamado, e essa situação pode demandar atenção constante e cuidados pelos familiares.

Tratamento da osteoporose

A medicina convencional indica alguns tratamentos de acordo com cada caso. E vale dizer que a doença dos ossos é silenciosa, ou seja, quando surge alguma dor persistente ou quedas bruscas, a doença já pode estar instalada. Outrossim, vale dizer que uma alimentação saudável, rica em proteínas, cálcio e vitaminas são ajustes urgentes.

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Alimentação com grãos, legumes e verduras previnem as DCNT (Imagem: reprodução da internet)

A exposição ao sol diariamente faz toda diferença; além de processar a Vitamina D no organismo, ela ainda aumenta a imunidade e atua em vários processos hormonais.

Essas são algumas recomendações importantes a seguir. E conjuntamente às mudanças de hábitos para prevenir, a consulta médica e com nutricionista fica no topo da lista.

Certamente, o corpo ficará mais saudável, com disposição e ainda evitar fraturas.

O que mais posso fazer para prevenir?

É fato, que nesse sentido, o prudente mesmo é fazer controles periódicos, em outras palavras,  consulta médica e exames para verificar a saúde dos ossos, sobretudo, quando a idade vai chegando.

Ao mesmo tempo que ajusta-se da dieta, procure também um profissional para orientar a prática de exercícios físicos, pois, eles farão com que haja fortalecimento da musculatura e ganho de massa magra.

Afinal, os cuidados diários com a saúde devem ser prioridade. E mesmo na pandemia a atenção com os sinais e sintomas da osteoporose precisam ser maiores.

Adquira hábitos novos e adote práticas diárias para relaxar, cuide-se cada vez mais da saúde dos ossos.

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