Como identificar atitudes abusivas em relacionamentos aparentemente normais

A advogada explica que todo relacionamento em que alguém sofre ou se sente infeliz é, em algum nível, um relacionamento abusivo ou tóxico

2
atitude abusiva
Como identificar atitudes abusivas em relacionamentos aparentemente normais | Imagem Sempre Família

Muito se ouviu falar, de uns anos pra cá, sobre relacionamentos abusivos, destaca a advogada Taís Amorim de Andrade. Ela levanta agora a discussão sobre identificar atitudes abusivas em relacionamentos aparentemente normais. “Começou na esfera do abuso do homem sobre a mulher, quando a mulher passa a ter mais voz e buscar ajuda para se libertar dessas relações”.

Conceitualmente, todo relacionamento em que alguém sofre ou se sente infeliz, é, em algum nível, um relacionamento abusivo ou tóxico. Segundo a terapeuta especializada em saúde mental Rebecca Weiler, “atitudes abusivas se resumem a um egoísmo extremo, aliado a incapacidade de considerar os sentimentos dos outros”.

Identificando atitudes abusivas

Algumas características comuns dos abusadores, segundo Taís: autoritarismo, intolerância, insensibilidade, controle, persuasão, sedução, mentiras e etc. “Os abusadores costumam oprimir e diminuir a vítima, fazendo-a se sentir um lixo e acreditar que ele é o máximo por suportá-la e que ela só tem a ele”, explica.

atitudes abusivas
A advogada lembra que tendo apenas os homens como abusadores e as mulheres como vítimas. Todo mundo pode ser tornar um abusador. (Foto: Rodnae)

Abusadores tem, principalmente:

Uma noção exagerada sobre a própria importância; fantasias desmedidas envolvendo sucesso, poder, destaque, beleza e amores ideais. Alimentam, ainda, crença de que são especiais e únicos. Estão certos que só podem ser entendidos e só devem conviver com pessoas ou instituições especiais ou de nível elevado.

Com efeito, tem necessidade de admiração excessiva; por vezes sentem que têm mais direitos do que os outros e que merecem tratamento especial.

Costumam apresentar comportamento interesseiro nas relações interpessoais. Assim como falta empatia com os sentimentos e as necessidades alheias. Além disso, tem inveja dos outros ou acreditam que os outros têm inveja deles.

Nesse lugar, a vítima se sente dependente do abusador e entra naquele terrível lugar onde pensa que é “ruim com ele, mas pior ainda é sem ele”. Já se sabe, porém, “que os relacionamentos abusivos não ficam apenas no campo dos relacionamentos afetivos”, explica a advogada. “Se instalam também em relações de amizade, profissionais e até espirituais”.

E enfatiza: “não temos apenas os homens como abusadores e mulheres como vítimas. Todo mundo pode ser tornar um abusador”.

“Podemos não viver relacionamentos abusivos mas qualquer um está sujeito a ter atitudes abusivas com as pessoas nas relações”, esclarece Taís.

Abusa aquele que, “mesmo que não de forma rotineira e nem mesmo reunindo todas as características do típico abusador, lida com o outro de forma a acuá-lo, trata-o de forma impositiva, de forma a fazê-lo sentir-se diminuído, humilhado, incapaz”, conceitua Taís.

Ela é enfática em dizer que quem age com abuso não tem compaixão. “Não se compadece da dificuldade, fragilidade ou inabilidade do outro”, afirma. “Ele não mensura a dor que suas palavras ou ações vão causar”.

Leia mais: Testes com CoronaVac sugerem que vacina é segura para crianças e adolescentes

atitude abusiva
Segundo a advogada quem age com abuso não tem compaixão | Imagem Pixabay

O verdadeiro abusador

Taís ressalta um ponto importante: o verdadeiro abusador é consciente do que faz. “Ele age com dolo, com intenção”. Há um, ainda que singelo, traço de crueldade em suas ações.

Porém, no âmbito das relações, “é comum agirmos mesmo que sem dolo, sem querer, não intencionalmente, ou até inconscientemente, com as mesmas posturas de um abusador’, explica a advogada.

Daí porque em toda relação, seja afetiva, de amizade, profissional, de parentesco ou espiritual, há que se buscar olhar para o outro com amor e misericórdia. “Pensar no outro antes de agir e falar, e mensurar o quanto aquela postura ou fala vai agregar, ajudar”, pontua Taís.

Chantagem emocional é uma forma poderosa de manipulação. Só que o chantagista emocional sabe os pontos vulneráveis e os segredos e fragilidades de suas vítimas, sua necessidade de amor ou aprovação.

“Agir com abuso nas relações é pensar apenas em si mesmo e não ter compaixão pelo outro. É, muitas vezes, falar tudo que sente, pensa ou quer, com base no que lhe faz ou fará bem, sem pensar no quanto aquilo fará mal ao outro”, explica a advogada.
“É ser mais maléfico do que benéfico, isto é ser egoísta, individualista, egocêntrico”.

Nesse sentido, a advogada aconselha: “Em um mundo cruel por si só, tudo que não precisamos é de desamor!”. E conclui: “Abuse do amor e esbanje-o, ao invés de abusar de quem está perto de você”.

E você pode se interessar em Musculação para mulheres: mais do que vaidade, necessidade; entenda

Deixe seu comentário

Grupos do SaúdeLab

SaúdeLab no WHATSAPP
SaúdeLab no TELEGRAM

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here