Médica afegã é a primeira mulher refugiada a exercer a profissão no Irã

A profissional de 38 anos faz parte de uma força-tarefa, para cuidar de pessoas que já contraíram o novo Coronavírus

318
Dra. Fazzeh Hosseini / Fonte: ONU
Dra. Fazzeh Hosseini / Fonte: ONU

A médica afegã e também primeira mulher refugiada a exercer a profissão no Irã, Fezzeh Hosseini, foi nomeada pela Organização das Nações Unidas (ONU), para liderar o programa de conscientização do coronavírus no país. O chamamento aconteceu no início do mês e tem ajudado muitas famílias.

Hosseini, que é a atual médica chefe do centro de saúde Razi, tem realizado consultas por telefone a pacientes iranianos e afegãos. Seu objetivo é proteger e orientar às pessoas que estão contaminadas pelo Coronavírus ou que correm o risco de contraí-lo.

No entanto, a primeira mulher refugiada a exercer a medicina no país, desde 2016, conta com mais cinco médicos, para executar esta árdua tarefa. Ao todo, a equipe chega a ligar para cerca de 200 famílias por dia.

Além disso, a profissional também explica que os serviços de ligações telefônicas não só tem facilitado a comunicação, mas bem como o acesso às pessoas que estão em isolamento.

“As ligações têm ajudado a alcançar quem está em isolamento e que pode precisar de aconselhamento e serviços médicos”, explicou a médica que se dedica a esta missão, nas horas extras.

Leia também: Saúde mental dos profissionais da linha de frente do Coronavírus está debilitada, diz estudo

Dra. Fazzeh Hosseini em consulta / Fonte: ONU
Dra. Fazzeh Hosseini em consulta / Fonte: ONU

Médica afegã: a primeira mulher refugiada a exercer a medicina no país

Apesar do recente reconhecimento mundial, Dra. Fazzeh encontra-se na República Islâmica do Irã desde quando tinha um mês de vida.

Sua família fugiu de Sar-e-Pol, no norte do Afeganistão, da então recorrente guerra. No entanto, no Irã, ela estudou em escolas públicas e foi admitida na faculdade de medicina.

Seu maior sonho na época, era ser parteira. Mas, com o tempo acabou desistindo da ideia, após receber apoio de uma de suas professoras na academia.

“As expectativas que tinha para mim mesma eram baixas, até que uma professora me convenceu de que eu poderia fazer o que quisesse. Então decidi me dedicar à medicina em si”, esclareceu.

Leia também: Óleos essenciais: Conselho Federal de Farmácia alerta sobre o uso; entenda

Por outro lado, médicos no geral afirmam que a população iraniana já está saturada de tanto ouvir falar sobre o novo Coronavírus. E com isso, diminuíram seus níveis de atenção e cuidado contra a doença.

Portanto, em 2016, Hosseini recebeu registro excepcional do governo iraniano por seu trabalho junto à comunidade afegã, considerado excepcional pelo governo, que lhe permitia exercer a profissão.

Dra. Fazzeh Hosseini / Fonte: ONU
Dra. Fazzeh Hosseini / Fonte: ONU

A princípio, a médica refugiada que fez história contra o Coronavírus no Irã, trabalhava como voluntária no hospital. Ela organizava rodas de conversa com os refugiados vindos do Afeganistão. Com temas como nutrição e higiene básica.

Por outro lado, hoje, a médica que é a única mulher médica entre os refugiados que moram no Irã. Ao todo, a província de Isfahan tem cinco milhões de habitantes. E na região, há cerca de 100 mil refugiados.

No entanto, a médica afegã refugiada conta que seus pacientes afegãos sempre ficam surpresos ao descobrir sua origem. Pois, “É como se tivessem esquecido que também podem ter sucesso”, conta a responsável por um hospital que atende a 10 mil pessoas todo mês.

Por fim, o local também tornou-se referência na triagem e testagem de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus.

Fonte: ONU

Gostou desta matéria? Acompanhe nossas redes sociais: Facebook, InstagramTwitter e Pinterest.

Deixe seu comentário

Grupos do SaúdeLab

SaúdeLab no WHATSAPP
SaúdeLab no TELEGRAM

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here